segunda-feira, 30 de julho de 2007

Colombianos no caminho de Saretta e Thiago no BH Open


Os colombianos serão os adversários de Flávio Saretta e Thiago Alves, os dois principais favoritos, na rodada de abertura do BH Open International Cup, torneio da categoria challenger que distribuirá US$ 25 mil a partir de segunda-feira.

Favorito ao título, Saretta encara Michael Quintero e não deve ter dificudlades para atingir as semifinais, já que pod encarar em seguida o chileno Jorge Aguilar e o argentino Brian Dabul, cabeça 5. Atravessando o pior momento de sua carreira, Thiago tem dois problemas: defender os 50 pontos pela conquista do BH Open do ano passado e o bom jogo de Carlos Salamanca, campeão de Bogotá há duas semanas. Se vencer, tem boas chances no eventual duelo contra o peruano Ivan Miranda, cabeça 8, nas quartas.

O cabeça 3 do torneio é o argentino Horacio Zeballos, que foi sorteado na parte inferior da chave. O gaúcho André Ghem, cabeça 4, estréia contra o convidado Caio Burjaili e pode encarar Lucas Engel ou o uruguai Marcel Felder na segunda rodada. O cabeça 7 é o francês Nicolas Tourte.

Entre os outros brasileiros que conseguiram vaga diretamente para a chave, Caio Zampieri enfrenta Tiago Lopes; Ricardo Hocevar joga contra Bruno Soares; e Gabriel Dias pega o colombiano Juan Sebastian Cabal. Entraram como convidados Lopes, Burjaili, Soares e Dias. As últimas quatro vagas serão definidas através do qualificatório.

Julinho sobe 22 posições. Mello despenca mesmo com vitória.

O ranking de entradas divulgado nesta segunda-feira pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) trouxe más notícias para os tenistas brasileiros, com exceção de Júlio Silva. Após outra boa campanha em challenger europeu, o paulista garantiu avanço de 22 posições e apareceu na 165ª, próximo da melhor da carreira, o 155º de novembro de 2005.

Julinho conquistou neste domingo o vice-campeonato em Poznan, torneio com premiação de US$ 100 mil ao cair na final diante do experiente holandês Raemon Sluiter. No entanto, mostrou que 2007 já é um de seus melhores anos ao garantir o segundo vice em torneio forte. Antes, havia repetido a campanha em Zagreb.

Ainda entre suas boas campanhas figuram a semifinal em Ostrava e as quartas em Karslhue, todos no mês de maio. Após a grande seqüência, que ainda incluiu duas vitórias no quali de Roland Garros, parou para descansar e recarregar baterias, voltou à Europa e na segunda participação foi à decisão na Polônia. O tenista de 28 anos já acumula avanço de 63 posições desde o início do ano.

Já outros representantes do país tiveram quedas, com destaque negativo para Ricardo Mello, que caiu 22 postos e passou a figurar no 171º. O paulista chegou a passar o qualifying, venceu uma rodada em Indianápolis e somou 20 pontos, mas perdeu outros 40 pontos referentes ao título do challenger de Campos do Jordão do ano passado.

Flávio Saretta, por sua vez, disputou os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro e, mesmo com a medalha de ouro, não somou nada e permaneceu na 138ª colocação. Por outro lado, Thiago Alves teve descontados pontos de Indianápolis de 2006 e caiu mais oito, passando agora ao 159º. Ele joga a partir desta segunda em Belo Horizonte, onde defende o título e precisa de bom resultado para não despencar.

A segunda também decretou a saída do gaúcho Marcos Daniel do top 200. Ele perdeu dez posições e foi ao 203º. Ainda na série de quedas, André Ghem caiu 15 (232º), Rogério Silva, quatro (235º), e André Sá perdeu mais 33, parando na 271ª.

Chakvetadze ganha Stanford e sobe para sexto do ranking


A russa Anna Chakvetadze está aproveitando muito bem a brecha deixada pelas líderes do ranking nos torneios de melhor nível. Favorita em Stanford, ela confirmou sua soberania neste domingo, arrasou a indiana Sania Mirza, por 6/3 e 6/2, e aparecerá nesta segunda-feira como a número 6 do mundo.

Para chegar a sua 10ª vitória consecutiva no piso sintético norte-americano, a russa de 20 anos dominou completamente Mirza com jogadas variadas e consistentes. Na semana passada, quando conquistou Cincinnati, Chakvetadze também bateu Mirza, mas nas semifinais.

Este foi o quinto título de sua carreira e o terceiro desta temporada. Ela conquistou ainda Hobart em janeiro e s´Hertongenbosch em junho. A indiana, por sua vez, disputou sua primeira final desde agosto de 2005 e fez grande campanha em Stanford, ao superar três jogadores entre as 22 melhores do ranking, incluindo Patty Schnyder e Tatiana Golovin.

Chuva adia jogos de Mello e Sá em Washington

O mau tempo permitiu que apenas um dos três jogos previstos pela primeira rodada da chave principal do ATP de Washington fosse realizada neste domingo. Com isso, a estréia de Ricardo Mello e o último jogo do qualificatório de André Sá foram adiados para segunda-feira, a partir das 17 horas de Brasília.

Mello vai encarar o russo Evgeny Korolev em seu terceiro torneio consecutivo de nível ATP. Em Los Angeles e em Indianápolis, precisou furar o quali e depois alcançou as oitavas-de-final. Korolev, de apenas 18 anos de idade, é uma das principais revelações do tênis russo nos últimos anos. Na temporada 2007, foi semifinalista em Las Vegas e fez quartas em Amesfoort, Valência e Sidney. O garoto é o número 80 do mundo e nunca jogou contra Mello antes. O jogo está previsto para 20h30.

Sá, por sua vez, disputa a rodada decisiva do quali e tenta jogar seu segundo ATP consecutivo. Na semana passada, perdeu mas entrou na chave principal devido à desistência de Nicolas Kiefer. Seu adversário é o pouco conhecido Somdev Dev Varman, indiano que recebeu convite para jogar o quali e que é o atual campeão universitário norte-americano. Sá está garantido na chave de duplas ao lado de Marcelo Melo.

No único jogo encerrado deste domingo, o tcheco Tomas Zib derrotou o local Kevin Kim, por 7/6 (7/2) e 6/4. O sueco Thomas Johansson tinha vantagem de 6/5 sobre o colombiano Santiago Giraldo no momento da chuva. Nenhum dos favoritos joga nesta segunda-feira.

Saretta salva mais dois match-points e é ouro


Da mesma forma dramática com que se salvou nas semifinais, o paulista Flávio Saretta conseguiu incrível reação e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do Rio ao bater o chileno Adrian Garcia, por 6/3, 4/6 e 7/6 (7/2). Saretta salvou dois match-points quando o chileno sacava com 5/3 no terceiro set.

Saretta confirmou assim sua condição de favorito ao torneio pan-americano e marcou o título com a raça e a persistência. Ele também salvou dois match-points contra o garoto argentino Eduardo Schwank na sexta-feira.

O ouro demorou dois dias. A final estava prevista para as 11 horas de sábado, mas não conseguiu ser disputada devido à chuva. Os organizadores transferiram então o duelo para domingo, devido aos ingressos previamente vendidos. Mas o mau tempo continuou e obrigou a mudança definitiva para a quadra coberta do Clube do Recreio. Apenas convidados tiveram acesso ao local. O público terá o valor dos ingressos devolvidos.

O jogo
Depois de grande reação no primeiro set, Flávio Saretta vacilou e permitiu a recuperação do chileno Adrian Garcia, que empatou o confronto que define a medalha de ouro dos Jogos Pan-americanos. O paulista fechou o primeiro set por 6/3 e perdeu o segundo por 4/6.

Garcia aproveitou a falta de ritmo de Saretta e começou com uma quebra de saque. Mas aos poucos Saretta impôs seu jogo mais agressivo e regular de fundo de quadra. Recuperou a quebra no quarto game, passou à frente e obteve nova quebra para abrir 4/2. A partir daí, sem sustos, caminhou para fechar a série. Garcia não havia perdido sets no Pan até então.

No segundo set, o chileno voltou a abrir 2/0. Saretta repetiu a situação da parcial anterior e chegou a ter 3/2 e saque. Vacilou, permitiu o empate e acabou entregando a quebra de serviço no décimo game.

Saretta abriu o terceiro set com uma quebra e alegrou a pequena torcida, mas passou a cometer falhas e o chileno virou para 3/1. Com mais paciência, o brasileiro voltou a equilibrar, mas os nervos fugiram no oitavo game e, com jogadas mal escolhidas, permitiu que Garcia fizesse 5/3 com saque a favor. O chileno então abriu 40/15, exatamente como Schwank na semifinal, e novamente Saretta não se entregou. Corajoso, passou a bater na bola. Levou a decisão a um tenso tiebreak, onde aí mostrou muito mais experiência e sangue frio.

Mais tarde, Garcia de voltar à quadra coberta para a final de duplas, ao lado de Jorge Aguilar, para enfrentar os argentinos Horacio Zeballos e Eduardo Schwank. No sábado, pela disputa do bronze, Schwank ganhou do colombiano Michael Quintero, por 6/4 e 6/0, e os mexicanos Santiago Gonzales e Victor Romero ganharam dos dominicanos Victor Estrella e Jhonson Garcia, 7/6 (7/4) e 6/2.

"Superei a pressão e aprendi a lutar até o fim", conta Saretta


Superação, garra, pressão. Flávio Saretta não cansou de contar como foi sofrida a conquista da medalha de ouro pan-americana no Rio de Janeiro. Ele salvou quatro match-points, dois na semi e dois na final, antes de enfim conquistar o título.

"Vi a medalha escapando duas vezes", revela ele. "Virar jogos em semifinal e final dificilmente acontece com um tenista. Acho que superei a pressão de ganhar no Brasil e de ser o favorito do Pan. Só meus treinadores e minha equipe sabem a pressão e cobrança que tinha em mim". Segundo ele, a maior lição que ficou foi a de lutar sempre até o fim: "Levo a lição de que até a bolinha quicar duas vezes ainda está valendo e posso vencer".

Obviamente, Saretta lembrou da importância do amigo e guru Fernando Meligeni, que ganhou o último Pan de forma também dramática em cima do chileno Marcelo Ríos. "Até hoje, quando vejo aquela partida, acho que o Fino vai perder. Foi uma aula de superação, de acreditar até o último momento. Confesso que não esperava a vitória até o final, por isso saio daqui extremamente feliz e satisfeito", conta Saretta, que acredita que a campanha lhe dará uma "cabeça muito forte" daqui para frente.

Ele também não esqueceu de agradecer a torcida, que foi pequena neste domingo devido á mudança de local. "A galera foi incrível. Tinha horas em que eu estava precisando de apoio, olhava para a arquibancada e via aquele pessoal pulando. Não tinha muita gente, mas cada barulho era ampliado pelo eco da quadra. Não vou esquecer esta medalha".

Sobre os match-points que salvou, ele brinca: "Eu penso depois não antes. Dá muito mais gosto vencer assim", completou.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

OS BRASILEIROS EM 2007 - MARCOS DANIEL

Data de nascimento: 04/07/1978
Local: Passo Fundo, Rio Grande do Sul
Altura: 1,80 m
Peso:
79 kg
Mão: Direita
Início do profissionalismo: 1997
Ranking de Entradas: 183º
Corrida dos Campeões: 181º

OS BRASILEIROS EM 2007 - RICARDO MELLO

Data de nascimento: 21/12/1980
Local: Campinas, São Paulo
Altura: 1,75 m
Peso:
66 kg
Mão: Esquerda
Início do profissionalismo: 1999
Ranking de Entradas: 154º
Corrida dos Campeões: 162º

OS BRASILEIROS EM 2007 - FLAVIO SARETTA


Data de nascimento: 28/06/1980
Local: Americana, São Paulo
Altura: 1,82 m
Peso:
70 kg
Mão: Direita
Início do profissionalismo: 1998
Ranking de Entradas: 139º
Corrida dos Campeões: 116º

OS BRASILEIROS EM 2007 - GUSTAVO KUERTEN


// Gustavo Kuerten
Títulos e estatísticas
Biografia Histórico
Perfil Ano a ano
Principais conquistas Grand Slams



Data de nascimento: 10/09/1976
Local: Florianópolis, Santa Catarina
Altura: 1,90 m
Peso:
83 kg
Mão: Direita
Início do profissionalismo: 1995
Corrida dos Campeões: 184º

Saretta vence de virada e vai à final no tênis

Depois de salvar dois match-points contra, Flávio Saretta virou a partida diante do argentino Eduardo Schwank e venceu a semifinal, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/5 e 6/0. O brasileiro se classificou para disputar a medalha de ouro na final individual do tênis, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Na primeira partida disputada no Marapendi Country Club nesta sexta-feira, Saretta abriu uma vantagem de 3 games a 1 no primeiro set, mas perdeu a concentração e permitiu a virada de Schwank, que venceu os seis sets seguintes, em 38 minutos jogados.

No segundo set, o brasileiro 138º colocado no Ranking de Entradas da ATP salvou dois match-points, quando o argentino tinha vantagem de 5/3. Em partida de altos e baixos por parte dos dois atletas, Saretta reencontrou o foco e empatou a partida quebrando o saque do adversário.

O set decisivo foi totalmente diferente dos anteriores. Muito cansado, o argentino cometeu muitos erros e viu Saretta vencer com habilidade todos os games do set.

Na quinta-feira, Schwank passou por Marcos Daniel por 2 a 1 para avançar à semifinal. Depois de vencer o primeiro set, Daniel chegou a ter vantagem de 5 a 2 no segundo, mas acabou derrotado e deixou o público sem uma possível semifinal brasileira.

Em jogo de tiebreaks, Sá e Melo são eliminados

A vaga na semifinal do torneio de Indianápolis ficou próxima dos mineiros André Sá e Marcelo Melo, mas não conseguiram superar o norte-americano Travis Parrott e o argentino Juan Martin Del Potro: 6/7 (5/7), 7/6 (7/5) e 10/6.

No primeiro set, os brasileiros estiveram uma quebra atrás, mas levaram decisão para o tiebreak. Perdiam por 4/1, entretanto, não desistiram e obtiveram a virada. No segundo, sempre sacaram atrás no marcador e precisaram confirmar o serviço duas vezes para se manterem vivos. No desempate, Sá cometeu uma dupla-falta para dar o mini-break necessário para os adversários marcarem 1 a 1. Estes ganharam confiança e foram para cima.

Na semi, enfrentarão os vencedores do duelo entre os norte-americanos Scott Lipsky e Davis Martin e o britânico Jamie Murray e Eric Butorac, estes últimos são a dupla cabeça-de-chave 2 da competição disputada em quadras sintéticas.

Esta seria a sexta semifinal dos mineiros na temporada, e a segunda consecutiva. A primeira foi no challenger de Santiago, depois no ATP de Viña del Mar, conquistaram o título de Bermuda e Estoril, além da belíssima campanha em Wimbledon, última competição antes de Indianápolis.

Com a campanha, ganham mais 40 pontos no ranking de entradas e oito na Corrida dos Campões. Agora, partem para o ATP de Washington, também disputado em piso sintético, na próxima segunda-feira.

Saretta e Daniel derrotam jamaicanos e estão nas quartas

Com muita tranqüilidade, Flávio Saretta e marcos Daniel derrotaram a dupla jamaicana de Kenzo Campbell e Dominic Pagon por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/1 nesta quinta-feira. A partida valia uma vaga nas quartas-de-final de duplas nos Jogos Pan-americanos do Rio.

Depois de ser eliminado na chave de simples pelo argentino Eduardo Schwank, Daniel não perdeu a vontade e jogou de forma muito competente ao lado de Saretta. O nível da parceria jamaicana era evidentemente muito inferior aos dos tenistas da casa e não apresentaram quase nenhuma resistência.

Os brasileiros enfrentam na próxima rodada do Pan a dupla da República Dominicana, Victor Estrella e Jhonson Garcia, cabeças-de-chave 7. Saretta e Daniel são os terceiros favoritos na chave de duplas e devem jogar duas vezes nesta sexta.

No torneio de simples, já foi definida a outra semifinal. O colombiano Michael Quintero, nono cabeça-de-chave, bateu o mexicano Santiago González e vai pegar o chileno Adrián García, favorito, que passou pelo peruano Iván Miranda. Saretta enfrenta Schwank na outra semifinal.

Daniel perde chance e é eliminado por argentino

O gaúcho Marcos Daniel teve tudo para encontrar o paulista Flávio Saretta na semifinal dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Sacou para fechar o jogo no segundo set e falhou. Melhor para o argentino Eduardo Schwank. Virou e saiu vitorioso por 3/6, 7/6 (7/3) e 7/5. Será o primeiro confronto entre eles.

Contra o argentino, Daniel começou mal. Perdia por 3/0, mas, apoiado pela torcida, lutou bastante e venceu seis games consecutivos. A história se repetiu no segundo set. O argentino abriu 2/0 e o brasileiro virou para 5/2. Na hora de fechar a partida, sentiu a pressão e foi facilmente quebrado. A decisão foi para o tiebreak, onde Schwank foi mais regular e agressivo.

A partida foi para o terceiro set, que começou disputado. O argentino conseguiu a quebra e sacou para garantir a vaga na semifinal. Porém, quem falhou desta fez foi ele. Daniel igualou tudo e parecia que poderia sair com a vitória. Entretanto, no 11º game, saiu perdendo por 0/40 e conseguiu salvar três match-points. Voltou a falhar e, no quarto, errou uma direita na parelela.

Agora, cabe a Saretta lutar para dar o bicampeonato no tênis para o Brasil. Há quatro anos, em Santo Domingo, Fernando Meligeni salvou match-points e bateu o chileno Marcelo Rios, em jogo com mais de três horas de duração, para encerrar a carreira da melhor forma possível.

Ainda nesta quinta-feira os brasileiros voltam à quadra. Enfrentam os jamaicanos Dominic Pagon e Eldad Kenzo Campbell pela estréia da chave de duplas. O jogo deveria ter acontecido na terça-feira, mas foi adiado por causa das insistentes chuvas no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Saretta vence outra e fica a duas vitórias do ouro

O Brasil está cada vez mais perto da medalha de ouro no tênis masculino dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o paulista Flávio Saretta, principal representante do país, confirmou novamente sua soberania e não deu chances ao argentino Juan Martin Aranguren, fechando a classificação à semifinal por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/2.

A duas vitórias do lugar mais alto do pódio, Saretta pode fazer confronto brasileiro caso o gaúcho Marcos Daniel também confirme na partida contra o argentino Eduardo Schwank, sétimo cabeça-de-chave. O duelo acontece ainda nesta quinta. Por enquanto, o Brasil perdeu apenas um representante, com a queda de Thiago Alves nas oitavas-de-final.

Esta foi a terceira boa vitória do número 138 do ranking no torneio. Antes, havia atropelado Sebastian Vidal por duplo 6/1 e Rafael Arevalo por 6/2 e 6/3. Assim, soma 11 games cedidos, média inferior a um duplo 6/2 a cada vez que entra em quadra. Contra o argentino, número 364 do ranking, Saretta começou quebrando o saque, levou o empate, mas deslanchou a partir daí.

A segunda parcial foi mais tranqüila, com o brasileiro caminhando fácil com duas quebras e 5/1. Aranguren, que neste ano venceu um future e foi vice em outros dois na Argentina, ainda conseguiu diminuir, mas já era tarde. Saretta alcança pela terceira vez uma semifinal em 2007. Antes, chegou a esta fase no Brasil Open e no challenger de Bogotá, onde ainda venceu outra antes de cair na decisão diante de Santiago Giraldo.

Bartoli decepciona na 1ª partida após Wimbledon

Antes uma tenista que passava despercebida nas chaves dos principais eventos, a francesa Marion Bartoli recebeu todas as atenções nesta quarta-feira, em sua estréia em Stanford. E não era para menos, afinal, fazia sua primeira aparição após a surpreendente campanha em Wimbledon, em que bateu a número 1 Justine Henin na semi e só parou na final diante da norte-americana Venus Williams.

Mas a 11ª colocada do ranking não fez jus à condição de favorita e decepcionou ainda na primeira rodada, caindo diante da norte-americana Lila Osterloh por 2 sets a 1, parciais de 5/7, 6/4 e 6/3. Na partida, a cabeça 2 reclamou de dores no quadril, recebeu atendimento médico, mas acabou não encontrando a melhor forma. "Não estava me movimentando como deveria", disse.

Em 2007, Bartoli começou de forma lenta, mas foi aos poucos melhorando ao sempre optar por torneios pequenos. Assim, após conseguir 11 campanhas ruins em 13 eventos até maio, conseguiu o vice em Praga e foi à semi em Estrasburgo, antes de entrar na grama e garantir duas outras semis, em Birmingham e Eastbourne. No Grand Slam, alcançou ritmo impressionante e garantiu a campanha que a colocou em destaque na WTA.

Já Osterloh, que sabia das condições ruins da rival principalmente na terceira parcial, se mostrou feliz por ter vencido uma quase top 10 e agora parte confiante para as quartas-de-final do forte evento, que deve melhorar e muito sua 106ª colocação. Ela enfrenta a austríaca Sybille Bammer, cabeça 8.

Saretta não sente lesão no braço e se diz confiante

Pelo segundo dia consecutivo, o paulista Flávio Saretta teve partida tranqüila na chave masculina dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. E além de comemorar o avanço às quartas-de-final, mostrou-se contente pelo fato de não ter sentido uma pequena lesão no braço que vinha o incomodando nos últimos dias.

Nesta quarta-feira, o principal favorito ao ouro bateu o salvadorenho Rafael Arevalo por 6/2 e 6/3, gastando apenas 1h25. "Foi uma boa partida, o braço não incomodou e saquei bem. Só dei uma relaxada no segundo set, justamente quando ele me quebrou no segundo game", explicou o número 1 do Brasil.

Em fase irregular no circuito, Saretta ao menos vem encontrando o caminho das vitórias ao lado da torcida e garante estar cada vez mais pronto para ir ao lugar mais alto do pódio. Em busca de vaga nas semifinais, enfrenta o argentino Juan Martin Arangueren, 364º do mundo e cabeça 11. "O Pan é uma competição diferente. Há muita cobrança, mas a confiança aumenta a cada vitória", disse.

Ainda nesta quinta-feira, o paulista entra em quadra pela chave de duplas, para tentar estrear após dois dias de adiamento. Ele e o gaúcho Marcos Daniel, que formam a parceria cabeça 3, encaram os jamaicanos Dominic Pagon e Cristian Campbell.

Thiago joga mal, perde para mexicano e lamenta má fase


Ainda não foi desta vez que o paulista Thiago Alves recuperou o ritmo do ano passado. Com outra fraca atuação nesta quinta-feira, o terceiro favorito foi eliminado nas oitavas-de-final dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro ao levar 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/1, do mexicano Santiago González, modesto 444º do ranking e cabeça 14 do torneio.

Com a derrota, o Brasil fica apenas com Flávio Saretta e Marcos Daniel na briga pela medalha de ouro. Os dois voltam à quadra ainda nesta quinta-feira e lutam pelas semifinais. Na partida contra González, Alves nunca se encontrou em quadra e ainda encarou rival em dia inspirado. Na primeira parcial, levou quebra no décimo game, quando tentava empatar em 5/5. Na segunda, se descontrolou, levou 5/0 de cara e só fechou um game antes de cair eliminado.

Ao final da partida, o número 151 do ranking mundial lamentou a eliminação precoce e se mostrou bastante abatido com a interminável série de tropeços em 2007. "Não consegui render tudo que queria. Estou numa fase negativa e isso pesa num torneio como este, em que você quer ganhar a qualquer custo. Estou precisando de vitórias para recuperar a confiança", explicou.

Na temporada, o tenista de 25 anos largou bem, na 105ª colocação após ótimo segundo semestre em 2006, mas não engrenou e só teve um bom desempenho, a inesperada vitória de virada sobre Carlos Moyá na primeira rodada do Brasil Open. Em seguida, ainda foi às quartas em Salinas, mas parou por aí e acumulou oito derrotas seguidas até vencer na primeira rodada do Pan o fraco Cristian Paiz, da Guatemala.

Tenista de Uberlândia garante vaga na chave principal do BH Open

O tenista Caio Burjaile, de Uberlândia, é o primeiro mineiro garantido na chave principal do 16º BH Tennis Open International Cup, que será disputado nas quadras do Dynamis Tennis Center, no bairro Olhos D'água. O challenger de Belo Horizonte, que começa no próximo sábado e vai até o dia 5 de agosto, distribui US$ 50 mil em prêmios e pontos para o ranking de entradas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

No pré-qualifying, Caio venceu três partidas, chegou á semifinal e garantiu sua entrada na chave principal do BH Open, já que, de acordo com o regulamento da disputa, uma vaga seria concedida ao mineiro com o melhor desempenho.

Na primeira rodada, Burjaile passou por Charles Costa, por 2 a 1 (3/6, 6/3 e 6/2), e na segunda, por Samuel Silva, com 2 a 0 (6/4 e 6/2). Nas quarta-de-final, ele enfrentou Marcelo Demolier, que foi derrotado por 2 a 0 (6/2 e 6/4).

Até as quartas, Burjaile ainda tinha um outro mineiro, Cláudio Andrade, concorrendo com ele pela vaga na chave principal do torneio. Mas, com a vitória sobre Demolier, na manhã desta quarta-feira, Caio jogou a pressão para Andrade, que não resistiu e acabou perdeu para Fabiano de Paula, por 2 a 1, parciais de 6/7 (6/8), 6/3 e 6/1.

De acordo com o regulamento do pré-quali, a outra vaga na chave principal será concedida ao campeão da disputa. Ao vice caberá jogar o qualifying do torneio, juntamente com Cláudio Andrade. As semifinais desta quinta-feira colocarão em quadra Tiago Lopes contra Caio Burjaile e Ivan Machado enfrentando Fabiano de Paula.

O pré-quali foi criado para dar mais chances aos juvenis em período de transição que ainda não tem pontos no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), e dá a estes tenistas a real oportunidade de jogar um evento profissional do porte do torneio mineiro.

O 16º BH Open é realizado pelo Dynamis Tennis Center e tem o patrocínio da Claro, Fiat Automóveis, Inpar e Prefeitura de Belo Horizonte, co-patrocínio da Ale Combustíveis, Automax, Coca-Cola, Experti, Gerdau, Gríbel Imóveis, Iveco, Mercantil do Brasil, Pátio Savassi e apoio da Federação Mineira de Tênis.

US Open ameaça mudar sistema para definir cabeças

Irritadíssimos com o fato de ver os melhores jogadores estrangeiros no saibro europeu, os dirigentes da Associação Norte-americana ameaçam radicalizar. Estariam dispostos a determinar os cabeças-de-chave para o US Open em cima do ranking do "US Open Series", que é aquela sequência de torneios que antecede o último Grand Slam da temporada.

Na verdade, a criação do tal "Series" há três anos já havia sido uma medida desesperada para colocar em solo norte-americano os principais jogadores, tanto no masculino como no feminino. Afinal, eventos como Los Angeles, Indianápolis, Washington, San Diego e New Haven geralmente precisavam pagar altos cachês para as estrelas, que preferem ainda se preparar para o US Open somente nos dois Masters Series, no Canadá e Cincinnati. A premiação para os que chegam na liderança do "Series" é espetacular e motivadora: o dobro do valor que acumularem no US Open, ou seja, pode atingir até US$ 1,4 milhão.

Nada disso, no entanto, comoveu por enquanto Roger Federer, que provavelmente só atuará em Montreal, como tem feito habitualmente, e talvez Cincinnati. No entanto, o que enfureceu os promotores foi ver a presença de Rafael Nadal, Novak Djokovic e Nikolay Davydenko no saibro europeu, os dois últimos em eventos ATP de nível apenas médio.

Um artigo publicado nesta terça-feira no "New York Sun", assinado por Tom Perrotta, deixa evidente a indignação da USTA e sua impotência diante do calendário internacional, o qual o jornalista define como "caótico", cheio de razão.

O "Series", conta Perrotta, é importantíssimo para o tênis norte-americano, que atravessa momento delicado. Somados todos os eventos, gera mais de 200 horas de cobertura nas grandes redes abertas e a cabo, quase duas vezes mais do que antes de 2004. Ele mostra também que o calendário de grandes torneios nos EUA diminuiu de forma significativa, se comparado à década de 80, quando havia 20 para cada sexo. Hoje, são 13 ATPs e 11 WTA.

Em outro ponto do extenso artigo, o editorialista questiona a ATP por permitir que jogadores de ponta disputem torneios de menor importância e estende essa regra também para os norte-americanos, lembrando que Andy Roddick e James Black não deveriam trocar o saibro europeu pelo pequeno ATP de Houston, como costumam fazer.

E aponta, novamente com propriedade, que as autoridades máximas do tênis internacional não ajudam, como é o caso da transferência do Masters feminino para o Qatar, onde sequer os direitos femininos são respeitados. E brinca: "Quem sabe, a USTA deva oferecer o bônus de US$ 1 milhão para quem conseguir convencer os dirigentes a melhorar o calendário". Boa idéia.

Julinho derruba Phau e chega às quartas em Poznan

Júlio Silva anotou uma excelente vitória nesta quarta-feira no challenger de Posnan, na Polônia. Em jogo válido pelas oitavas-dee-final do torneio de US$ 100 mil que oferece hospedagem, o tenista de Jundiaí eliminou por 6/4 e 6/2 o alemão Bjorn Phau, que foi número 59 do mundo no ano passado.

Em 187º na lista de entradas, Julinho retorna às quartas-de-final de um challenger depois de dois meses. Nos últimos quatro torneios que disputou, o brasileiro conseguiu apenas duas vitórias.

Julinho tem como melhores resultados na temporada a semifinal em Ostrava, o vice-campeonato em Zagreb e as quartas em Karlsruhe, todos eventos challenger. Mesmo sem nenhum título, o paulista tem sido muito mais regular que Thiago Alves ou Flávio Saretta, o número 1 do Brasil.

Na próxima rodada do torneio jogado em quadras de saibro, Julinho pega o uruguaio Pablo Cuevas, cabeça-de-chave 2, que derrotou o polonês Adam Chadaj por 7/6 (8/6) e 7/6 (12/10). O confronto é inédito.

Hantuchova arrasa chinesa no retorno às quadras

Sem atuar desde a eliminação nas oitavas-de-final em Wimbledon, a eslovaca Daniela Hantuchova retornou às competições sem mostrar queda no ritmo de jogo. Eliminou a chinesa Shuai Peng por 6/4 e 6/2 e já está nas quartas-de-final do WTA de Stanford.

Sua próxima sairá do confronto entre a israelense Shahar Peer e a bielo-russa Olga Govorstova. Contra a primeira, venceu os dois duelos, porém, sempre no terceiro set. O último aconteceu em fevereiro e foi decidido apenas no tiebreak. Diante da segunda, também levou a melhor no único duelo, há um mês, na grama de Birmingham.

Hantuchova precisa de uma boa campanha em Stanford para continuar com chances de disputar o Masters feminino. Atualmente, está na nona colocação e seria a primeira reserva. No evento californiano, é a terceira cabeça-de-chave e pode enfrentar, na semifinal, uma adversária direta por uma vaga: a russa Anna Chakvetadze, sétima na Corrida das Campeãs.

Outra favorita que avançou foi a austríaca Sybille Bammer. Oitava pré-classificada, ela derrotou a norte-americana Meilen Tu por 6/4 e 6/2 e pode encarar a francesa Marion Bartoli, finalista em Wimbledon, nas quartas, caso esta passe pela local Lilia Osterloh pelas oitavas.

Alves tem trabalho, mas vence 767º do mundo na estréia do Pan

Quando a fase não é boa, até vitória contra o número 767 do mundo vem de forma suada. Para o paulista Thiago Alves, a estréia na chave masculina dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro foi mais dura que o esperado, mas ele ao menos espantou a série negativa ao marcar 7/6 (7/4) e 6/3 no guatemalteco Cristian Paiz Asturias, em jogo realizado na manhã desta quarta-feira no Rio de Janeiro.

Classificado para as oitavas-de-final, o cabeça-de-chave número 3 da competição encara o vencedor do duelo entre o mexicano Santiago González, cabeça 14, e o dominicano Johnson Garcia. Esta foi a terceira vitória brasileira no evento, já que antes Flávio Saretta e Marcos Daniel também haviam confirmado favoritismo com extrema facilidade.

Alves, porém, teve problemas para vencer Paiz, tenista que tinha como melhores campanhas duas quartas-de-final em futures em 2007. No primeiro set, chegou a ter desvantagem de 0/2 no tiebreak, enquanto no segundo, conseguiu a quebra decisiva apenas no oitavo game. Se não vale para o ranking da ATP, o triunfo veio ao menos para encerrar a seqüência de oito derrotas seguidas que o incomodavam bastante.

Antes de chegar ao Rio, Alves tinha tropeçado três vezes seguidas em estréias de ATP e quatro em challengers, sem contar o qualifying de Wimbledon. Sua última vitória havia sido no challenger de Bogotá, em março. Em 2007, chegou a vislumbrar disputa de torneios maiores ao começar como 105º, mas foi aos poucos despencando devido à escassez de resultados. Agora, é o 151º e precisa voltar aos triunfos já que tem pontos importantes a defender.

Djokovic é eliminado em Umag. Cañas saca bem e avança.

O sérvio Novak Djokovic e seu irmão Martin nem querem ouvir o nome do compatriota Viktor Troicki, pois além de vencer o parente do número 3 do mundo no qualifying, causou a maior surpresa do torneio de Umag. Nesta terça-feira, o 176º colocado na ATP bateu o primeiro cabeça-de-chave por 2/6, 6/4 e 7/5, em 2h21.

No terceiro set, Troicki parecia muito perto da vitória. Liderava por 5/1 e estava a dois pontos da vitória, mas viu Djokovic lutar bastante até o empate. Porém, o desgaste foi demais para o favorito. Perdeu o saque e viu o compatriota fechar o duelo no segundo match-point.

Esta foi a pior derrota de Djokovic na temporada. Até o evento croata, o sérvio havia caído para o francês Arnaud Clement nas oitavas-de-final do torneio de Queen´s. Na ocasião, era o número 4 contra o 43º colocado na ATP. E as más notícias seguem. Defendia 120 pontos pelo vice do ano passado e só obteve 15. Com isto, ficará com 3200 e terá de torcer para o norte-americano Andy Roddick não chegar à final em Indianápolis se quiser continunar em terceiro lugar.

Em compensação, esta á a maior vitória da carreira de Troicki, e a segunda em torneios de nível da ATP. A primeira foi no ano passado, quando passou pelo espanhol Fernando Vicente, 99 do mundo na época, pela estréia do torneio de Tóquio do ano passado.

Seu próximo adversário será o argentino Carlos Berlocq, algoz do romeno Victor Hanescu por 6/7 (13/15), 6/4 e 6/2, em maratona de 3h08. Será o primeiro confronto entre eles no circuito profissional.

Outro portenho que avançou foi Guillermo Cañas. O quinto cabeça-de-chave disparou oito aces e venceu 19 dos 23 pontos com o primeiro serviço para derrotar o espanhol Ruben-Ramirez Hidalgo por 6/4 e 6/3. Nas quartas, enfrentará o francês Gilles Simon, que eliminou o croata Marin Cilic por 7/5, 2/6 e 6/3. O único confronto entre eles, o europeu levou a melhor no saibro do Masters Series de Roma.

Sá ultrapassa Mattar e é o terceiro brasileiro em prêmios

Até o começo desta semana, o mineiro André Sá já havia arrecadado US$ 1.491.160 em prêmios e ocupava a quarta colocação entre os brasileiros. Porém, com a vitória na estréia da chave de duplas em Indianápolis e a derrota em simples, ganhou mais US$ 7.457 e ultrapassou o paulista Luiz Mattar.

Agora, ele está atrás apenas de Fernando Meligeni (US$ 2.558.867) e Gustavo Kuerten (US$ 17.743.338), este último é 11º na lista dos tenistas mais ricos da história do tênis. O líder ainda é o norte-americano Pete Sampras com US$ 43.280.4489, seguido pelo suíço Roger Federer com US$ 32.636.278.

Sá precisou de 11 anos como profissional para atingir esta marca. A maior premiação individual da sua carreira veio em 2002, quando chegou às quartas-de-final de Wimbledon. O cheque recebido foi de US$ 102.198. Em 2007, arrecadou US$ 100.965, sendo US$ 57.095 por outra bela campanha em Londres. Foi às semifinais de duplas ao lado do conterrâneo Marcelo Melo.

Mesmo com a conta bancária gorda, o mineiro tem aproveitamento negativo na carreira. Em simples, venceu 51 partidas em simples contra 91 derrotas e não conquistou títulos na ATP. Nas duplas, são 85 triunfos contra 94 tropeços, mas com dois troféus. O primeiro foi há seis anos em Hong Kong. O último veio em abril deste ano no torneio de Estoril.

Confira Mello vs. Blake às 21h30 e Sá/ Melo às 13h30

Ricardo Mello terá a chance de dar a primeira vitória para o Brasil diante de um top 10 em 2007 nesta quinta-feira. A partir das 21h30, o canhoto enfrentará o norte-americano James Blake na quadra central do torneio de Indianápolis.

Será o primeiro confronto entre eles, e o brasileiro terá vantagem no aspecto físico. O local vem de uma forte seqüência de jogos. Na última semana, disputou 13 sets para ficar com o vice-campeonato em Los Angeles. Perdeu a final no domingo e já estava jogando na terça-feira em Indianápolis.

E Mello também terá confiança. Na estréia, passou pelo francês Gael Monfils, 55º colocado no ranking, no que foi seu melhor resultado da temporada. O campineiro furou o quali de um ATP Tour pela segunda semana consecutiva e luta para chegar às quartas-de-final neste nível pela primeira vez desde 2005.

Mais cedo, às 13h30, o Placar acompanha outros dois brasileiros. Os mineiros André Sá e Marcelo Melo tentam dar seqüência aos bons resultados e lutam para chegar às semifinais da chave de duplas em Indianápolis. Eles enfrentam o argentino Juan Martin Del Potro e o norte-americano Travis Parrot.

Saretta arrasa tenista de El Salvador e está nas quartas

Na estréia dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, Marcos Daniel cedeu dois games. Nas oitavas, outros cinco. E o Flávio Saretta repetiu o padrão. Nesta terça-feira, aplicou 6/2 e 6/3 para eliminar Rafael Arevalo, de El Salvador, e garantiu vaga nas quartas-de-final da competição.

Agora, enfrentará um adversário complicado. Espera a definição do confronto entre o argentino Juan Martin Arangueren, 11º cabeça-de-chave e 364º colocado no ranking de entrada da ATP, ou o colombiano Carlos Salamanca, 8º e 294º. Seja quem for, o confronto será inédito.

Esta é a primeira vez desde abril que Saretta vence duas partidas consecutivas. Isto aconteceu no confronto diante do Canadá pela repescagem da Copa Davis. Na ocasião, derrotou Frederic Niemeyer no primeiro jogo e o jovem Peter Polansky no segundo.

Nesta quinta-feira, o paulista precisará entrar em quadra duas vezes. Primeiro, enfrentará o duelo na chave de simples. Depois, fará a estréia nas duplas ao lado de Marcos Daniel. Eles enfrentam a parceria jamaicana, em jogo que deveria ter acontecido na terça-feira, mas foi atrasado por causa da chuva.

Daniel bate cubano e é primeiro brasileiro nas quartas


Com um pouco mais de dificuldade do que se esperava, o gaúcho Marcos Daniel derrotou o cubano Luis Javier Cuellar, sem ranking na ATP, por 6/1 e 6/4 e garantiu vaga nas quartas-de-final nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. É o primerio brasileiro que alcança esta fase.

O número 193 do mundo ainda terá de esperar um pouco para conhecer seu próximo adversário. Por causa da insistente chuva que atrapalhou as primeiras rodadas na capital carioca, a programação está atrasada. Agora, fará confronto inédito com o vencedor do jogo entre o chileno Jorge Aguilar e o argentino Eduardo Schwank.

Mas Daniel passará por rodada intensa nesta quinta-feira. Além da partida nas quartas-de-final em simples, fará a estréia de duplas. Ao lado do paulista Flávio Saretta, eles formam a parceria cabeça-de-chave três e encaram os jamaicanos Dominic Pagon e Eldad Kenzo Campbell. O duelo deveria ter acontecido na terça-feira.

Ainda nesta quarta, Saretta volta à quadra. Encara Rafael Arevalo, de El Salvador, responsável pela eliminação do mexicano Daniel Garza, 16º cabeça-de-chave, por 3/6, 6/1 e 6/2. O 122º colocado na ATP é o primeiro favorito na competição.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Ljubicic decepciona e cai logo na estréia de Umag


Grande frustração para os torcedores croatas nesta terça-feira no torneio de Umag. Número 1 do país e terceiro cabeça-de-chave do evento, o local Ivan Ljubicic deu adeus às esperanças de título. Culpa do romeno Andrei Pavel, que aplicou 7/6 (7/5) e 7/5, e agora irá enfrentar o surpreendente holandês Robin Haase.

Este venceu o espanhol Felix Mantilla pela segunda semana consecutiva. Em Amersfoot, também se enfrentaram na estréia e aplicou 6/3 e 6/2. Na Croácia, o jogo foi mais complicado. Precisou de 1h57 para conseguir a virada por 2/6, 6/4 e 6/4. Será o primeiro confronto entre eles.

Já o espanhol Carlos Moyá sacou bem, venceu 26 dos 29 pontos no primeiro serviço para eliminar o atual campeão de Umag, o suíço Stanislas Wawrinka. Com rápidos 6/3 e 6/2, o sexto cabeça-de-chave passou à segunda rodada e enfrentará o compatriota Pere Riba, que precisou disputar o qualifying.

Sétimo favorito, o italiano Filippo Volandri também não perdeu tempo para avançar. Derrotou o tcheco Lukas Dhouly por 6/2 e 6/1 e enfrentará o alemão Mischa Zverev, algoz do francês Florent Serra por 6/0 e 7/5, na tentativa de chegar às quartas-de-final pela quinta vez no ano.

Com saque afiado, Roddick volta ao circuito com vitória


A volta do norte-americano Andy Roddick ao circuito durou apenas 1h02. Foi o tempo necessário para aplicar 6/4 e 6/0 sobre o compatriota Alex Kuznetsov e garantir a vaga na segunda rodada do torneio de Indianápolis. Agora, enfrentará o russo Evgeny Korolev. Será o primeiro duelo entre eles.

O quinto colocado no ranking de entrada e segundo cabeça-de-chave no evento disparou oito aces, venceu 19 dos 22 pontos disputados com o primeiro serviço, aproveitamento de 86%, e não cedeu break-points ao adversário. E ainda se deu ao luxo de perder sete chances de quebra. Entretanto, aproveitou quatro.

Roddick não atuava desde que perdeu de virada para o francês Richard Gasquet nas quartas-de-final em Wimbledon, após liderar por dois sets a zero. Em Indianápolis, foi vice-campeão no ano passado. Na decisão, foi superado por James Blake em três sets.

Em outro confronto entre norte-americanos nesta terça-feira, Mardy Fish conseguiu uma incrível virada contra Vincent Spadea. Perdia o segundo e terceiro set por 5/3, salvou dois match-points e conseguiu a vitória por 2/6, 7/5 e 7/5. Na segunda fase, o cabeça 4 encara o russo Igor Kunitsyn, que passou pelo qualifier colombiano Santiago Giraldo por 6/2, 1/6 e 7/5.

A nação sul-americana teve outra decepção. Alejandro Falla perdeu por 6/4 e 6/3 para o japonês Ken Nishikori. Curiosamente, o oriental foi derrotado pelo jovem brasileiro Thomaz Bellucci há duas semanas em Bogotá. Agora, ele enfrentará o alemão Michael Berrer.

Daniel passa fácil pela estréia no Pan. Saretta arrasa.

O gaúcho Marcos Daniel foi o primeiro brasileiro a entrar em quadra na disputa dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro e fez bonito. Nesta terça-feira, venceu facilmente Rasid Winklaar, das Antilhas Holandesas, por 6/2 e 6/0 e garantiu vaga nas oitavas-de-final da competição.

Agora, espera a definição do confronto entre o cubano Luis Javier Cuellar, sem ranking na ATP e o mexicano Victor Romero, 15º cabeça-de-chave e número 449 do mundo. Daniel nunca enfrentou seus possíveis adversários pelo circuito profissional.

Já Flávio Saretta também arrasou. Aplicou duplo 6/1 contra o juvenil Sebastian Vidal, da Guatemala. Agora, aguarda a definição do confronto entre Rafael Arevalo, de El Salvador, 779º colocado no ranking da ATP, e o mexicano Daniel Garza, 16º pré-classificado e 516º.

A estréia de Thiago Alves, contra Cristian Paiz Astúrias, outro representa da Guatemala, foi adiada para a quarta-feira por causa da insistente chuva que ataca a capital carioca.

Sá perde match-point e cai nas simples em Indianápolis

A terça-feira começou bem para o mineiro André Sá. Venceu na estréia de duplas e conseguiu vaga na chave principal como lucky loser, mas não aproveitou as chances. No terceiro set, sacou para fechar o jogo e desperdiçou match-point. O croata Ivo Karlovic não perdoou e aplicou 6/4, 6/7 (5/7) e 7/6 (7/3). O gigante de 2,08m disparou 24 aces para acabar com o dia perfeito do Brasil em Indianápolis.

No primeiro set, a diferença foi o aproveitamento nas chances de quebra. Cada jogador teve um, porém, o 43º colocado na ATP aproveitou. O brasileiro sentiu a pressão quando precisou confirmar o serviço para se manter vivo. No segundo, Sá salvou um match-point no 10º game e levou a decisão para o tiebreak, onde saiu perdendo por 4/1, mas se recuperou, abriu 6/4 e empatou o duelo.

Em seguida, o mineiro foi quem conseguiu derrubar o serviço de Karlovic e abriu 4/2. Em 5/3, teve a oportunidade de sacar para fechar o jogo, mas falhou. Na seguida, chegou ao match-point, e novamente não aproveitou a oportunidade. Entregou o mini-break de bandeja com outra dupla-falta. E desta vez, o croata não hesitou e fechou o duelo após 2h30

Apesar de ser dono de boas devoluções, Sá não conseguiu levar superar a maior arma do croata. Karlovic é o segundo tenista com mais aces na temporada, 593 em 30 partidas, e é o melhor na hora de manter o saque: 84%, além de salvar 73% das ameaças de quebra. Na frente do espanhol Rafael Nadal.

Nas oitavas-de-final, o croata fará um duelo recheado de fortes saques contra o norte-americano Sam Querrey. Na estréia, o local disparou 19 aces contra o francês Julien Benneteau. E Karlovic não tem boas lembranças. Perdeu o único duelo. Em fevereiro, sofreu 6/3 e 6/2 na estréia de Memphis.

Sá, em compensação, não disputava uma partida por torneios ATP desde o Brasil Open de 2006, mas segue em Indianápolis. Venceu na estréia das duplas, ao lado do conterrâneo Marcelo Melo. A outra boa notícia foi o triunfo de Ricardo Mello sobre o francês Gael Monfis por duplo 6/4.

Mello aplica duplo 6/4 sobre Monfils em Indianápolis


Ricardo Mello continua colhendo os frutos por arriscar jogar qualifyings invés de disputar challengers. Semana passada, chegou às oitavas em Los Angeles e já igualou a campanha em Indianápolis. Nesta terça-feira, derrotou o francês Gael Monfils, 55º colocado na ATP, por duplo 6/4. Agora, pegará o vencedor do jogo entre o norte-americano James Blake e o sueco Thomas Johansson.

E o brasileiro precisará ir mais longe se não quiser despencar no ranking de entradas. Na próxima semana, serão descontados os 60 pontos do challenger de Campos do Jordão. Em 2006, o canhoto foi campeão. Até o momento, já tem 20, cinco por ter furado o classificatório e 15 pelo triunfo desta terça-feira.

Em ambos os sets, Mello conseguiu a quebra no sétimo game. No primeiro, conseguiu administrar a vantagem tranqüilamente. E repetiu a atuação no segundo. Na hora de fechar o jogo, foi firme e, após 1h31, garantiu a vitória. O brasileiro teve um surpreendente desempenho no serviço, que sempre foi apontado com a maior fraqueza do seu jogo. Cedeu apenas um break-point ao francês e salvou. No saque, ganhou 70% dos pontos.

Qualquer que seja seu adversário na segunda rodada, o confronto será inédito. Blake, 10º na ATP, chega embalado pelo vice-campeonato em Los Angeles, mesmo assim, mostrou muita instabilidade na campanha. Johansson, 72º, vem tendo um ano ruim. Perdeu 15 dos 32 jogos que realizou e deixou o top 100 por uma semana.

E esta foi a terceira melhor vitória dos brasileiros no ano, e a primeira fora de casa. No Brasil Open, Flávio Saretta derrotou o espanhol Nicolas Almagro, que era o 31º colocado no ranking na época. E Thiago Alves superou Carlos Moyá, 36º. Se pegar Blake, Mello poderá vencer o primeiro top 10 da temporada.

terça-feira, 24 de julho de 2007

RESULTADOS - JOGOS DO FINAL DE SEMANA (21 E 22 DE JULHO)

Bom dia amigos tenistas,

Seguem os resultados dos jogos deste final de semana (21 e 22 de Julho):

Renan Leite 6x0 Henrique Raineire
Fábio Lorenzini 6x0 Henrique Raineire
Renan Leite 6x4 Fábio Lorenzini

Abs,

Portal do Tênis

Nadal bate recorde pessoal de pontos, nº 1 vira meta para Austrália

O espanhol Rafael Nadal nunca somou tantos pontos no ranking de entradas da ATP. Pela segunda vez na carreira, ele superou nesta segunda-feira a marca de 5.000 pontos e atingiu seu recorde pessoal, com 5.455, ao ganhar o importante torneio de Stuttgart, sua última aventura no saibro antes do desafio do piso sintético norte-americano.

De quebra, esta também é a menor distância para o suíço Roger Federer desde 7 de novembro de 2005, quando a diferença ficou próxima a 1.500 pontos devido ao único fato de a ATP descontar previamente o valor da Masters Cup da temporada anterior. Ou seja, historicamente os dois nunca estiveram tão próximos, ainda que os atuais 1.835 pontos sejam superiores a três títulos de Masters Series ou quase a duas conquistas de Grand Slam.

De qualquer forma, é possível admitir matematicamente que Nadal pode sonhar com a disputa efetiva pelo número 1 em janeiro de 2008, durante o Aberto da Austrália. E isso depende muito mais dele do que de eventual mau desempenho de Federer. Vejamos os números.

Federer defenderá 1.000 pontos do US Open, 500 do Canadá, 500 de Madri e 750 da Masters Cup, quatro torneios conquistados em 2006. Se repetir esse notável desempenho - e é favorito para isso - manterá os 7.290 pontos. Ainda tem a defender os 500 pontos pelos ATP de Basiléia e Tóquio, mas não deve novamente ter dificuldade para tanto. Aliás, ele sequer tem as cinco pontuações permitidas em eventos de nível ATP, já que decidiu fazer um calendário menor e mais concentrado nos grandes eventos.

Nadal, por seu lado, teve um desempenho de certa forma decepcionante no segundo semestre de 2006, parando nas quartas do US Open, Cincinnati e Madri. Sò foi bem mesmo na Masters Cup, com a semifinal. A julgar pela excelente performance demonstrada na grama de Wimbledon, ele pode muito bem evoluir na quadra rápida norte-americana, onde possui apenas um punhado de adversários a assustá-lo, como Novak Djokovic, Andy Roddick e James Blake. Então, na hipótese de Nadal chegar à final do US Open, de pelo menos dois Masters Series dos quatro que restam e também da Masters Cup, acrescentará algo como 1.375 pontos até o final do ano.

A distância então entre os líderes pode ser inferior a 500 pontos quando o Aberto da Austrália chegar. Exagero? A matemática diz que não. O problema estará na capacidade de Nadal manter o incrível ritmo dos seis primeiros meses deste ano. Afinal, o número 1 é destinado àqueles que se mostram mais regulares, versáteis e eficientes. E nisso Federer tem sido muito superior até agora.

Favoritos do Pan vão disputar o BH Open

Dois dos brasileiros que irão disputar os Jogos Pan-americanos do Rio, Flávio Saretta e Thiago Alves, serão os cabeças-de-chave 1 e 2 do 16º BH Tennis Open International Cup, evento da categoria challenger com premiação de US$ 50 mil, que acontecerá entre os dias 28 de julho e 5 de agosto, no Dynamis Tennis Center.

Na primeira lista de jogadores inscritos para o BH Open, divulgada pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), Saretta aparece na posição de número 133, duas à frente de Alves. Os outros cabeças-de-chave da competição são, na ordem, o argentino Horacio Zeballos, o gaúcho Andre Ghem, Brian Dabul, também da Argentina, o francês Gary Lugassy, o peruano Ivan Miranda e Nicolas Tourte, outro tenista da França.

Saretta e Thiago irão enfrentar situações bem diferentes, apesar da proximidade dos dois no ranking de entradas da ATP. Enquanto o primeiro joga o torneio sem a pressão de ter de defender pontos nesta competição, o segundo lutará pelo bicampeonato para evitar queda no ranking. Em 2006, Thiago foi o campeão do BH Open após derrotar na final o mineiro André Sá, por 2 sets a 1, parciais de 6/3, 0/6 e 6/4.

Mas, se por um lado Saretta entra livre de pressões no BH TENNIS OPEN, por outro, o tenista de Americana irá enfrentar a situação de buscar seu primeiro título em Minas. No challenger mineiro, o paulista ficou no quase em 2001, quando disputou a final do torneio e foi derrotado pelo norte-americano Eric Taino.

O campeão de simples recebe US$ 3,6 mil de premiação mais 50 pontos no ranking da ATP. Os vencedores do título de duplas recebem, cada um, US$ 775 e 50 pontos no ranking.

Pré-quali - Começou nesta segunda-feira o pré-quali do BH Open.

Os resultados foram:

Caio Almeida v. Ramon Martinez, 6/0 6/2
Daniel Carregal v. Leonardo Carneiro, WO
Charles Costa v. Daniel Bonamigo, 7-6(6) 6/0
Samuel Silva v. Pedro Bernardi, 6/2 6/0
Gabriel Marcolino v. Adolfo Aires, WO
Claudiney Nascimento v. Guilherme Santos, 6/0 7/5
Henrique Bellini v. Diego Miranda, 6/4 6/3

Bellucci sobe para o 265º após outro vice. Alves é 3º do Brasil

Pela segunda semana consecutiva, o paulista Thomaz Bellucci é o destaque do Brasil no ranking de entradas da ATP. Nesta segunda-feira, na nova lista divulgada pela entidade, o tenista de 19 anos aparece na 265ª colocação, avanço de 65, graças ao vice-campeonato no challenger de Cuenca, no Equador, o segundo seguido na temporada.

Bellucci já havia aparecido bem na semana passada, quando perdeu na final do challenger de Bogotá e ganhou 113 colocações, parando em 330º. Agora, com outra boa campanha, mostra que tem tudo para brigar ao menos pelas primeiras posições entre os brasileiros, já que a elite do país anda em baixa. Atualmente, é o décimo colocado.

O canhoto parte agora para a disputa do challenger de Belo Horizonte, a partir da próxima segunda-feira. Ele descansa uma semana e tenta se recuperar do desgaste físico para continuar a ascensão. No entanto, terá de passar pelo qualifying, já que a lista final dos inscritos foi feita há 40 dias, quando seu ranking ainda estava bem abaixo do atual.

No sentido contrário de Bellucci, o paulista Thiago Alves voltou a cair, agora por não defender a segunda rodada em Indianápolis do ano passado, e passou do 144º para o 151º, terceiro do Brasil. Ele já acumula série de oito derrotas seguidas, mas entra ao menos como um dos favoritos à medalha de ouro dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.

Se Alves caiu, quem voltou foi a subir foi Ricardo Mello, que furou o qualifying e ganhou uma rodada em Los Angeles. Ele passou do 154º para o 149º, ainda atrás de Flávio Saretta, que aparece agora em 138º. O quarto do país é Júlio Silva, no 187º lugar. Ele se beneficiou da grande queda de Marcos Daniel, que não defendeu as quartas do challenger de Istambul do ano passado. O gaúcho passou ao 193º.

A ordem segue com André Ghem (217º), Rogério Dutra Silva (231º, queda de 14) e André Sá (238º, queda de 25). Franco Ferreiro é o 250º, seguido por Bellucci e Caio Zampieri, este na 301ª.

Confira os principais brasileiros:
138. (139) Flávio Saretta - 303 pontos
149. (154) Ricardo Mello - 289
151. (144) Thiago Alves - 285
187. (189) Júlio Silva - 220
193. (183) Marcos Daniel - 211
217. (216) André Ghem - 182
231. (217) Rogério Dutra Silva - 166
238. (213) André Sá - 161
250. (249) Franco Ferreiro - 155
265. (330) Thomaz Bellucci - 142
301. (303) Caio Zampieri - 120

Grilli consegue primeira vitória do ano em challenger

Até esta semana, Rodrigo Grilli, número 728 do mundo, havia disputado apenas futures. E começou sua campanha no circuito challenger com o pé direito. Em Granby, furou o qualifying e derrotou o norte-americano Tyler Clevaland por duplo 6/4 e está nas oitavas-de-final. Agora, aguarda a definição do confronto entre o francês Gary Lugassy e o canadense Milos Raonic, convidado da organização.

De quebra, o brasileiro conseguiu a segundo melhor vitória da temporada, pois o adversário ocupa o 498º posto no ranking de entrada da ATP. Antes, havia derrotado o israelense Amir Weintraub, 458º.

Este triunfo aconteceu justamente no último torneio que disputou antes do challenger e foi onde teve o resultado mais expressivo da temporada. Em future turco, chegou à semifinal, onde foi eliminado pelo eventual campeão.

Júlio Silva bate russo e vai às oitavas em Posnan

Júlio Silva estreou bem no challenger de Posnan, na Polônia, torneio de US$ 100 mil que oferece hospedagem e é jogado em quadras de saibro. O brasileiro bateu o russo Yuri Schukin por 7/5 e 6/3 e avançou às oitavas-de-final.

O número 187 do ranking vai enfrentar na próxima fase o vencedor do confronto entre o alemão Bjorn Phau e o ucraniano Oleksandr Dolgopolov Jr. O jovem tenista da Ucrânia bateu Julinho na semana passada no challenger de Rimini.

O tenista de Jundiaí não tem obtido resultados esplendorosos, mas ao menos tem jogado com certa regularidade nos últimos meses em challengers. Em abril, foi semifinalista em Ostrava. Em maio, foi vice em Zagreb e quadrifnalista em Karlsruhe.

Djokovic cede apenas quatro games em retorno às quadras

O sérvio Novak Djokovic não atuava desde o abandono nas semifinais de Wimbledon há três semanas e o tempo longe das quadras serviu apenas para aumentar o apetite do jovem de 19 anos. Nesta segunda-feira, despachou o qualifier espanhol Pablo Andujar por 6/1 e 6/3 para chegar às oitavas-de-final do torneio de Umag.

O terceiro colocado no ranking da ATP precisa de uma boa campanha para se manter atrás do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal. Em 2006, foi vice-campeão do evento croata e defende importantes 120 pontos. Além do mais, disputa o posto com o russo Nikolay Davydenko, segundo favorito na mesma competição.

Djokovic também só perde para o "Rei do saibro" em números de vitórias na temporada. A desta segunda-feira foi a 47ª em 58 jogos. Foram três títulos. São por números assim que também é o número 3 na Corrida dos Campeões. O sérvio começou o ano na 16ª posição no ranking de entrada.

Na segunda rodada do torneio de Umag, Djokovic enfrentará um adversário inédito na carreira. Aguarda a definição do duelo entre o compatriota Viktor Troicki, 176º colocado na ATP, e o macedônio Pedrag Rusevski, 261º.

Em outros confrontos realizados nesta segunda-feira, Carlos Berlocq venceu o confronto argentino contra Maximo González por 6/3 e 6/4 e o croata Marin Cilic fez a festa da torcida ao virar contra o francês Mathieu Montcourt por 3/6, 6/4 e 6/1.

Em Umag, Davydenko é surpreendido. Gaudio perde outra.

Pela terceira semana consecutiva, o russo Nikolay Davydenko foi superado por um francês na estréia. Desta vez, seu algoz foi Gilles Simon, que aplicou 6/2, 2/6 e 6/3, e eliminou o segundo cabeça-de-chave do torneio de Umag. Agora, o 50º colocado na ATP tentará sua segunda vitória em três semanas contra o jovem croata Marin Cilic. Em Wimbledon, logo na primeira rodada, triunfou em cinco sets.

O jogo desta segunda-feira foi repleto de drama. Simon rapidamente abriu 5/0 no terceiro set, mas desperdiçou quatro match-points. O russo não desistiu e conseguiu diminuir a diferença. No oitavo game, o francês precisou salvar oito ameaças de quebra, antes de finalizar a vitória na quinta oportunidade.

Apesar de ser o número 4 do mundo, o ano de Davydenko está decepcionante para alguém do seu calibre. Não chegou à finais. Entretanto, foi às semis em Roland Garros e Masters Series de Roma, além das quartas no Aberto da Austrália. Em Gstaad, caiu diante de Gael Monfils. Na semana passada, em Amersfoot, seu conquistador foi Florent Serra.

Simon, em compensação, está tendo a melhor temporada da carreira. Foi campeão em Marselha, seu primeiro título, e chegou às quartas-de-final em Bastad. Com isto, alcançou o 38º posto no ranking de entradas em 19 de março.

Já o argentino Gaston Gaudio segue em queda livre e perdeu a quarta partida consecutiva. Sofreu 6/0 e 6/4 do espanhol Ruben-Ramirez Hidalgo. Em 2007, venceu apenas seis dos 21 jogos que disputou. Com isso, caiu da 34ª posição para a 117ª. E continuará despencando ainda mais. Na próxima semana serão descontados 60 pontos pelas quartas-de-final em Kitzbuhel e ficará perto do número 140. O campeão de Roland Garros em 2004 já não possui ranking para entrar nos próximos torneios diretamente e precisará jogar qualifyings ou voltar aos challengers.

Acompanhe Mello e dupla Sá/ Melo nesta terça-feira

O sorteio dos qualifiers colocou o brasileiro Ricardo Mello para enfrentar o francês Gael Monfils na primeira rodada do torneio de Indianápolis. O paulista, 149º colocado no ranking, nunca enfrentou o europeu, 55º.

Mello tentará repetir o resultado da semana passada, quando chegou às oitavas-de-final em Los Angeles. E caso consiga surpreender nesta terça-feira, poderá enfrentar o norte-americano James Blake, 9º colocado na ATP, logo na segunda rodada da competição.

Já Monfils, apesar de possuir um saque devastador, conseguiu seus melhores resultados no saibro, como o vice em Poertschach e as quartas-de-final em Gstaad. No piso rápidos, conquistou o título do challenger de Sunrise e chegou à terceira rodada em dois Grand Slam: Aberto da Austrália e Wimbledon.

Mais cedo, às 13h30, o Placar segue a estréia dos mineiros André Sá e Marcelo Melo. Depois das semifinais em Wimbledon, encaram a dupla formada pelo norte-americano Jim Thomas e o australiano Jordan Kerr, cabeças-de-chave quatro do torneio.

Daniel, Saretta e Alves conhecem adversários no Pan

Os guatemaltecos Sebastien Vidal e Cristian Paiz serão os adversários, respectivamente, dos brasileiros Flávio Saretta e Thiago Alves na segunda rodada dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. O gaúcho Marcos Daniel também já sabe contra quem fará a sua estréia: Rasid Winklaar, das Antilhas Holandesas.

Teoricamente, Saretta deve ter o jogo mais fácil. Vidal ainda é juvenil, ocupa o 153º posto no ranking da Federação Internacional de Tênis e não aparece listado na ATP. Nesta segunda-feira, o jovem de 17 anos bateu o jamaicano Dominic Pagon por 6/4 e 6/3.

Daniel também não deve encontrar muita oposição. Winklaar é o número 1289 do mundo e derrotou o dominicano José Hernandez por 6/3 e 6/4 na estréia. Os melhores resultados do adversário do brasileiro são três oitavas-de-final em pequenos futures no Caribe.

Alves, em compensação, pegará o adversário mais bem ranqueado. Paiz derrotou Michael Date, de Barbados, por 6/0 e 6/3 e ocupa o 761º lugar na ATP. Em 2007, chegou às quartas-de-final em futures no México e Panamá. Sua melhor vitória foi diante de Carlos Palencia, número 503 do mundo.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Nova dupla mineira é campeã em Cuenca

O tênis mineiro está mesmo de vento em popa. Ainda mais em duplas. Neste sábado, a parceria formada por Bruno Soares e Márcio Torres ganhou o challenger de Cuenca, disputado sobre saibro, ao ganhar do norte-americano Eric Núñez e do argentino Brian Dabul, por duríssimos 7/6 (8/6), 3/6 e 11/9.

O público presente ao Club de Cuenca viu uma partida cheia de bons lances e marcada pelo equilíbrio. Para Soares, que volta às competições depois de longa parada por contusão, foi a volta por cima. Na primeira edição do torneio, ele e Marcelo Melo perderam na final.

A dupla brasileira não estava entre as quatro favoritas ao título e tiveram uma vitória fundamental nas semifinais, quando tiraram os cabeças 2, os argentinos Diego Alvarez e Leonardo Mayer, por duplo 6/4.
O mesmo Mayer será o adversário do paulista Thomaz Bellucci na final de simples deste domingo.

Bruno está apenas no 843º lugar do ranking de duplas, mas já foi o 109º da mesma lista em outubro de 2004. Este é apenas o segundo torneio que disputa desde abril do ano passado. Torres, por seu lado, figura na melhor classificação de sua carreira, o 230º posto, e pode aparecer entre os top 200 na segunda-feira.

Sá e Mello lutam por vaga na chave principal nos EUA

O mineiro André Sá tentará vingar o parceiro Marcelo Melo na última rodada do qualifying de Indianápolis, quando entrar em quadra para enfrentar o japonês Ken Nishkori. O primeiro bateu o local Ryan Haviland por 6/4, 3/6, 1/0 e desistência. Já o oriental aplicou 7/6 (7/5) e 6/3 contra o gigante brasileiro.

Quem também está perto da chave principal é Ricardo Mello. O canhoto perdeu apenas dois pontos no saque e precisou de apenas 37 minutos para derrotar Joe Epkey: 6/0 e 6/1. Seu adversário será o australiano Nathan Thompson.

Caso vençam, seus possíveis adversários são o russo Igor Kunitsyn, o alemão Benjamin Becker, o francês Gael Monfils ou outro que passou pelo classificatório. Assim, podem se encontrar logo na estréia.

Na semana passada, Mello furou o quali de Los Angeles e perdeu na segunda rodada para o alemão Michael Berrer. Sá esteve no Brasil, descansando após a campanha em Wimbledon, quando ele e Melo foram às semifinais.

Em 2006, o Brasil teve dois representantes na chave principal. O campineiro, que chegou à segunda rodada, mas caiu diante do norte-americano Vincent Spadea na segunda rodada por 6/3 e 6/1. E Thiago Alves também falhou em passar para as oitavas-de-final. Seu algoz foi o francês Nicolas Mahut, 10º cabeça-de-chave, por 6/4, 3/6 e 6/3.

Bellucci não supera Mayer e fica com o vice em Cuenca

Ainda não foi desta vez que Thomaz Bellucci conseguiu o título do primeiro challenger da carreira. Depois de ficar com o vice em Bogotá, o canhoto repetiu o resultado neste domingo. Em Cuenca, foi superado pelo sólido jogo do argentino Leonardo Mayer, cabeça 1, por 6/3 e 6/2.

Mesmo com a derrota, o brasileiro tem motivos para comemorar. No ranking passado da ATP, saltou 113 posições e chegou ao 330ª colação. Nesta segunda-feira, entrará para o grupo dos 300 melhores do mundo. Façanha inédita para o jovem de apenas 19 anos.

Neste domingo, Bellucci sentiu o cansaço pelo alto número de partidas realizadas nestas duas semanas. Começou perdendo o primeiro set por 5/1, conseguiu diminuir a diferença, mas não obteve a virada. No intervalo, foi atendido pelo médico. O brasileiro reclamava de dores no ombro e braço esquerdo. Nas quartas, ele também havia recebido tratamento. E no sábado, teve um jogo complicado que durou quase três horas.

A contusão refletiu diretamente no desempenho do paulista. Teve o saque quebrado duas vezes na segunda parcial, no terceiro e quinto game, sempre cometendo dupla-falta no break-point. O próprio narrador equatoriano comentou que Bellucci estava "irreconhecível". O argentino agradeceu as gentilezas e conquistou o primeiro título em challenger na temporada.

Em 2007, Mayer venceu quatro dos seis jogos que realizou contra brasileiros. Derrotou o gaúcho André Ghem duas vezes, perdeu um jogo para Flávio Saretta e ganhou outro, além de ter sido superado por Caio Zampieri.

O próximo de compromisso de Bellucci será no challenger de Belo Horizonte, que começa em 30 de julho. No momento, teria de disputar o qualifying, pois a lista foi feita há algumas semanas, quando era o 443 na ATP. Assim, precisa de apenas quatro desistências para entrar diretamente na chave principal. Ou pode contar com a ajuda dos organizadores e receber um convite.

Chileno é principal favorito no Pan

O chileno Adrián García é a principal ameaça aos brasileiros que lutarão por medalha na chave de simples do torneio de tênis, nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Número 126 do mundo, ele será o cabeça-de-chave número 1 do evento. A lista de competidores foi divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

Os brasileiros Thiago Alves (136º), Flávio Saretta (137º) e Marcos Daniel (190º), são os cabeças-de-chave número 2, 3 e 4, respectivamente. Nenhum dos três enfrentou García no Circuito Mundial.

Como esperado, o Pan não terá os principais nomes da modalidade no continente. Estados Unidos, Chile e Argentina, países com tenistas no top 10, não enviarão seus principais representantes. Horazio Zeballos, número 218 do mundo, é o principal nome argentino no evento. Entre seus compatriotas, ele é apenas o 17º mais bem ranqueado na lista da ATP.

Todd Paul, número 975 do mundo aos 21 anos, é o tenista mais bem ranqueado dos Estados Unidos no Pan. Na lista da ATP, há 90 americanos na frente dele.

Nadal é campeão em Stuttgart


O espanhol Rafael Nadal conquistou, neste domingo, o ATP de Stuttgart, pela segunda vez na carreira, ao superar na final o suíço Stanislas Wawrinka por 6/4 e 7/5, em 2h08m de partida.

Nadal teve problemas para repetir a conquista de 2005 no saibro alemão, pois o suíço - 50º do mundo - teve vantagem de 3 a 1 no primeiro set e de 4 a 2 no segundo. Mas, mesmo com uma lesão no tendão patelar da perna direita, o espanhol conseguiu a virada duas vezes, impedindo qualquer reação do adversário.

Com este título, o sexto da temporada (Indian Wells, Monte Carlo, Roma, Barcelona e Roland Garros), Nadal chega a 23 conquistas na carreira. Foi a 16ª final consecutiva do jogador no saibro, desde abril de 2005, com apenas uma derrota, para Roger Federer em Hamburgo, acabando com uma série de 81 jogos invicto.

Este ano, Nadal já tem 56 vitórias e apenas oito derrotas (31 e 1 no saibro). Nesta segunda, ele chega à 105ª semana consecutiva como segundo colocado do Ranking de Entradas.

Brasil leva o bronze nas duplas

As brasileiras Joana Cortez e Teliana Pereira derrotaram as americanas Audra Cohen e Megan Falcon por 2 sets a 0 e conquistaram a medalha de bronze na chave de duplas dos Jogos Pan-Americanos. Mesmo sem lotar as arquibancadas do clube Marapendi, a torcida vez bonito e ajudou as tenistas a vencerem por 7/5 e 6/0.

O ouro ficou com as argentinas Betina Jozami e Jorgelina Cravero, que derrotaram as colombianas Mariana Duque e Karin Castiblanco por 6/2 e 6/4.

O primeiro set começou equilibrado e continuou assim até o terceiro game, quando as americanas quebraram o serviço das brasileiras. O saque e o voleio eram os principais problemas de Joana e Teliana, que voltaram a cometer erros bobos, facilitando a vida das rivais. No entanto, o apoio da torcida e a vontade de vencer falaram mais alto e as duas devolveram a quebra no nono e no 11° games, garantindo a vitória na primeira parcial.

A partir daí, Audra e Megan não tiveram chances no jogo. Empurradas pela torcida, as brasileiras deram um banho nas americanas. A tristeza pela derrota na semifinal ficou para trás e Joana e Teliana fizeram a festa, com direito a um 'pneu' (6 a 0)sobre as adversárias.

Muito emocionadas, as duas desfilaram com a bandeira brasileira pela quadra e garantiram: o bronze conquistado teve sabor de medalha dourada.

- Essa medalha de bronze é uma grande vitória. Foi importante trazer a medalha para o Brasil – comemora Joana.

Fãs criticam organização do tênis


O acesso complicado e o limite de movimentação no Clube Marapendi, sede do tênis nos Jogos Pan-Americanos, foram apenas algumas das reclamações dos poucos torcedores que foram ao local para acompanhar a primeira rodada do torneio feminino.

Acostumados a acompanhar eventos da modalidade como a Copa Davis, o professor de tênis Tomas Roth e sua mulher, Jandira Mota, logo de cara esbarraram com uma dificuldade. Estacionaram o carro no shopping em frente ao clube e, na portaria, descobriram que os torcedores só podiam entrar pelo acesso lateral do Marapendi.

A caminhada extra de cerca de 150 metros não seria problema para um casal jovem, a não ser por um detalhe: a rua lateral não possui calçada e os muitos torcedores que entraram por ali tiveram de andar perto dos carros que trafegavam pela via.

Dentro do clube, Tomas e Jandira foram informados de outra limitação. Não poderiam deixar o local. Uma vez fora, não poderiam retornar para assistir ao resto dos jogos.
- Na Copa Davis, você recebe uma pulseira e entra e sai quantas vezes quiser. Aqui, têm medo de que você vá vender o ingresso ou passar uma pulseira para outra pessoa - reclama Jandira.



- Essa proibição pode funcionar em jogos de vôlei ou basquete, que levam 2h. No tênis, você chega no clube às 10h e só sai às 18h. Ninguém merece ficar oito horas dentro do clube sendo obrigado a comer sanduíche - aponta o advogado Jairo Leal, tenista amador, também insatisfeito com a organização do evento.

Outra queixa popular nesta quarta-feira foi relacionada à falta de conhecimento dos voluntários. Muitos não sabem como funciona um torneio ou mesmo uma simples partida de tênis.

- Toda hora eles ficavam andando atrás da quadra durante os pontos. Parece que sorteiam os voluntários, sem saber se eles conhecem tênis - ressalta Jandira.

Brasileiros são cabeças-de-chave no Pan

Sem as principais estrelas de Argentina (Guillermo Cañas, Juan Ignacio Chela, David Nalbandian e outros dez top 100) e Chile (Fernando González e Nicolás Massú), os brasileiros entram como os principais pré-qualificados na chave de simples do Pan.

Flávio Saretta é o cabeça-de-chave número 1, enquanto Thiago Alves é o terceiro favorito e Marcos Daniel, o quarto. Como favoritos, os três só entrarão em quadra nesta terça-feira, na segunda rodada da competição. Saretta enfrentará o vencedor do confronto entre os desconhecidos Dominic Pacon, da Jamaica, e Sebastien Vidal, da Guatemala. Alves espera o jogo entre Cristian Paiz Astúrias, da Guatemala, e Michael Date, de Barbados. Marcos Daniel estreará contra José Fernandes, da República Dominicana, ou Rasid Winclair, das Antilhas Holandesas.

Marcos Daniel: 'aqui não tem Ronaldinho'


O Brasil não tem mais um jogador de quem se possa esperar resultados fantásticos no Circuito Mundial. É fazendo essa dura constatação que o gaúcho Marcos Daniel, número 183 do mundo, encara, a partir desta segunda-feira, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

- Nós temos isso aqui. Se não der, não deu. Guga, nessa minha geração, pode esquecer, não tem. Se tivesse alguém muito bom, já estaria lá na frente. O pessoal gosta de fazer Ronaldinhos, mas não tem. Depois do Fino (Fernando Meligeni), que foi um cara extremamente competente, e do Guga, acabou.

De fato, desde que Gustavo Kuerten começou a sofrer com a lesão no quadril, vieram apenas dois títulos de ATP: um de simples (Ricardo Mello em Delray Beach/2004) e outro de duplas (André Sá/Marcelo Mello em Estoril/2007). O número 1 do país hoje é Flávio Saretta, apenas o 139º do ranking mundial. O outro representante do Brasil no Pan é Thiago Alves, 144º.
Por isso, adversários como o chileno Adrián García (141º), o peruano Ivan Miranda (231º) o mexicano Santiago González (426º) e os argentinos Horacio Zeballos (212º) e Eduardo Schwank (240º) têm tanta chance de chegar à medalha de ouro quanto os brasileiros.

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) optou por não seguir o ranking mundial e convocar os três tenistas do Pan por índice técnico. O mesmo critério que deixou Marcos Daniel, ex-número 1 do Brasil, fora de duelos da Davis, enfim serviu para o beneficiar. Atual quarto tenista mais bem ranqueado do país, ele entra no lugar que seria do paulista Ricardo Mello, à sua frente na lista da ATP.

- O Chico (Costa, chefe da comissão técnica masculina brasileira) foi bem claro quando assumiu. Não tem ranking. Todo mundo teve as mesmas condições. Eu joguei menos que o pessoal todo e fiz umas três ou quartas-de-final (em Challengers) e passei o quali em Roland Garros. Não é uma Brastemp, mas é o que tem. Consegui bons resultados comparado com os demais. Ganhei de uns cinco ou seis top 100 este ano - comemora o gaúcho.
A opção por Marcos Daniel recebeu críticas por parte de Ricardo Mello. O número 3 do país disse não entender os critérios que o deixaram fora do Pan. O gaúcho se defende, lembrando de edições anteriores da Copa Davis.

- Quando eu era o número 1 (do Brasil) e os outros eram 140 (do mundo), ninguém falava nada quando eu ficava fora da Davis. Tive de engolir sapo e ficar quieto. Agora, quando o pessoal está na frente, quer que seja por ranking. O pessoal não vê determinadas coisas - rebate.

Em fevereiro de 2006, quando o Brasil enfrentou o Peru, Daniel era o segundo mais bem ranqueado do país, mas não foi chamado para o confronto. Dois meses depois, contra o Peru, o gaúcho foi enfim chamado, mas só atuou nas duplas. Para as simples, o então capitão Fernando Meligeni escalou Flávio Saretta (número 1) e Ricardo Mello (número 4). Em setembro do mesmo ano, na repescagem do Grupo Mundial, Daniel foi novamente preterido e ficou fora do grupo. Mello, novamente o número 4 do Brasil, e Flávio Saretta entraram em quadra para as simples.

domingo, 22 de julho de 2007

Nova dupla mineira é campeã em Cuenca

O tênis mineiro está mesmo de vento em popa. Ainda mais em duplas. Neste sábado, a parceria formada por Bruno Soares e Márcio Torres ganhou o challenger de Cuenca, disputado sobre saibro, ao ganhar do norte-americano Eric Núñez e do argentino Brian Dabul, por duríssimos 7/6 (8/6), 3/6 e 11/9.

O público presente ao Club de Cuenca viu uma partida cheia de bons lances e marcada pelo equilíbrio. Para Soares, que volta às competições depois de longa parada por contusão, foi a volta por cima. Na primeira edição do torneio, ele e Marcelo Melo perderam na final.

A dupla brasileira não estava entre as quatro favoritas ao título e tiveram uma vitória fundamental nas semifinais, quando tiraram os cabeças 2, os argentinos Diego Alvarez e Leonardo Mayer, por duplo 6/4.
O mesmo Mayer será o adversário do paulista Thomaz Bellucci na final de simples deste domingo.

Bruno está apenas no 843º lugar do ranking de duplas, mas já foi o 109º da mesma lista em outubro de 2004. Este é apenas o segundo torneio que disputa desde abril do ano passado. Torres, por seu lado, figura na melhor classificação de sua carreira, o 230º posto, e pode aparecer entre os top 200 na segunda-feira.

Juvenil colombiana tenta impedir tri de Sequera no Pan

A colombiana Mariana Duque ainda disputa chaves de torneios infanto-juvenis e até foi vice-campeã entre as meninas em Roland Garros, mas provou que também consegue encarar as profissionais. Neste sábado, venceu a argentina Betina Jozami por 6/3 e 6/2 e chegou à disputa da medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Sua missão será evitar o tri da venezuelana Milagros Sequera, que virou contra a mexicana Melissa Torres: 1/6, 6/1 e 6/4.

Será o primeiro confronto entre elas. Além disto, possuem muitas diferenças. Sequera é mais experiente. Tem 26 anos e está na 49ª posição no ranking de entradas da WTA. Já Duque tem apenas 17 e ainda dá seus primeiros passos nos principais eventos. É apenas a número 294 do mundo.

Enquanto o melhor resultado da venezuelana no ano é o título do WTA de Fes, Marrocos, o primeiro da carreira, a colombiana conquistou o future de Xalapa, México, onde não perdeu set e derrotou a brasileira Maria Fernanda Alves na semifinal.

Melo vence no quali de Indianápolis. Rogerinho leva WO.

O gigante Marcelo Melo, de 2,02m, venceu a primeira partida no qualifying do torneio de Indianápolis. O mineiro perdeu apenas quatro pontos no saque e atropelou o norte-americano Dan Lempa, convidado da organização, por rápidos 6/1 e 6/0, em apenas 58 minutos, e enfrentará o japonês Kei Nishkori, 394º da ATP e sétimo cabeça-de-chave, na segunda rodada.

Outros dois brasileiros inscritos na competição conheceram seus adversários, ambos tenistas da casa. Ricardo Mello, terceiro pré-classificado, enfrentará Joe Epkey. Já André Sá, quarto, disputa contra Ryan Eviland. O evento acontece em piso sintético.

Em compensação, no saibro de Kitzbuhel, Áustria, Rogério Silva foi eliminado por WO (walkover) do qualifying do ATP. O paulista estava escalado para fazer o último jogo da quadra central como Andreas Haider-Maurer, mas não apareceu para jogar. O motivo ainda é desconhecido.

Cortez e Teliana perdem e vão lutar pelo bronze

Acabou o sonho do tricampeonato pan-americano de duplas para a carioca Joana Cortez. Depois de vencer o primeiro set por fáceis 6/2, ela e a parceira Teliana Pereira acabaram permitindo a virada das colombianas Mariana Duque e Karen Castiblanco, por 2/6, 6/3 e 6/2.

Cortez, que havia ganhado a medalha de ouro nos Jogos de Winnipeg e Santo Domingo, ainda terá a chance de subir novamente ao pódio dos Jogos Pan-americanos. As brasileiros disputarão às 14 horas deste domingo o bronze contra as norte-americanas Megan Falcon e Audra Cohen.

Cortez e Teliana sentiram certamente o cansaço de ter de disputar duas partidas duras com pouco intervalo, já que o torneio de duplas atrasou e precisou realizar rodada dupla neste sábado. Na estréia, pelas quartas-de-final, elas haviam vencido as cubanas Yanet Nuñez e Yamile Fors, por 5/7, 7/5 e 6/4. No segundo set, chegaram a estar com 4/5 e saque contra.

A juvenil Duque acaba se tornando assim o grande destaque do tênis feminino deste Pan. Finalista em Roland Garros, ela buscará também a medalha de ouro individual, encarando a tricampeã Milagros Sequera, da Venezuela. Na final de duplas, as adversárias das colombianas serão as argentinas Betina Jozami e Jorgelina Cravero, que bateram na outra semifinal Cohen e Falcon por duplo 6/3.

Bellucci vence jogo disputado e chega à final em Cuenca

Pela segunda semana consecutiva, o canhoto Thomaz Bellucci tentará dar o primeiro título para o Brasil em challengers na temporada de 2007. Depois do vice em Bogotá, o paulista venceu jogo muito disputado contra o norte-americano Roman Borvanov por 6/4, 5/7 e 7/6 (7/3).

Na decisão, ele enfrentará o argentino Leonardo Mayer, cabeça-de-chave 1 do torneio e 222º colocado no ranking da ATP. Mayer, de 20 anos, passou a duras penas pelo belga Niels Desien, 452º, por 7/6 (7/1), 5/7 e 6/4. O brasileiro, que é um ano mais novo, nunca enfrentou o argentino pelo circuito profissional. Esta é a melhor campanha do ano para Mayer, que não havia passado de semifinais em 2007, incluindo o challenger de Florianópolis.

"Está tudo indo muito bem", comemorou Bellucci. "Me desconcentrei um pouco no segundo set". Esta foi sua nona vitória em duas semanas em nível challenger, mas ele garante não estar sentindo o desgaste. "Em Bogotá, entrei quase na última hora na chave e não esperava me sair tão bem".

Pela campanha equatoriana, Bellucci já garante mais 34 pontos na lista. 35 por ter chegado a final menos um do seu 18º resultado na ATP. Assim, entrará para o top 300 pela primeira vez na carreira, ficando por volta da 265º posição. O título o deixaria entre os 250 melhores do mundo e seria o nono melhor brasileiro.

Neste sábado, o paulista mostrou muita personalidade e garra. Não decepcionou após a derrota no segundo set. No terceiro, esteve perdendo por uma quebra, mas se recuperou e administrou a pressão de manter o serviço para continuar na partida em duas ocasiões. No tiebreak, foi agressivo desde o início, abriu 5/1 e fechou a partida.

A temporada 2007 está sendo ótima para ele. Além dos bons resultados nas últimas duas semanas, venceu o primeiro future da carreira e chegou à semi em outra. Bons resultados para alguém que passou pela segunda cirurgia no joelho no fim do ano passado.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

BH Open chega à 16ª edição e faz pré-quali

Mais tradicional torneio do país, o 16º BH Tennis Open International Cup está confirmado. Ele acontecerá entre os dias 28 de julho e 5 de agosto, no Dynamis Tennis Center, com premiação de US$ 25 mil e pontos de US$ 50 mil por garantir hospedagem aos competidores.

O qualifying acontecerá nos dias 28 e 29 e definirá quatro jogadores para a chave principal, que começa no dia 30, segunda-feira. A chave principal tem 32 tenistas, sendo 24 pré-classificados pelo ranking, os dois atletas do pré-qualifying, os quatro tenistas do qualifying, e mais dois que recebem convite dos organizadores. Também a partir de segunda-feira acontecerão as primeiras partidas da chave de duplas.

O BH Tennis Open é um torneio do circuito challenger, o segundo degrau do profissional e fundamental para a atual classificação dos brasileiros no atual ranking. O campeão de simples recebe US$ 3,6 mil de premiação mais 50 pontos no ranking da ATP. Os vencedores do título de duplas recebem, cada um, US$ 775 e 50 pontos no ranking.

Em 15 anos, a competição recebeu tenistas de destaque no cenário nacional e mundial. Entre os atletas que já passaram pelas quadras da Dynamis estão Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Guillermo Cañas, Gaston Gaudio, David Nalbandian, Fernando Gonzalez, Nicolas Massu, Mario Ancic e Marcos Baghdatis, André Sá, Flávio Saretta, Dácio Campos, Jaime Oncins, Ricardo Mello e Juan Ignacio Chela. No ano passado, o campeão foi o paulista Thiago Alves, que derrotou Sá na decisão.Em duplas, Sá e Marcelo Melo.

A grande novidade da edição 2007 do BH Open será a realização de um pré-quali, que começa na próxima segunda-feira e termina na sexta. Essa disputa irá distribuir duas vagas na chave principal da competição e outras duas no qualifying.

O pré-quali irá beneficiar principalmente os juvenis que estão em processo de transição e não têm pontos no ranking da ATP, pois ela dá reais oportunidades desses atletas jogarem um evento profissional do porte do torneio mineiro. Entre os nomes confirmados na chave estão Caio Burjaile, Thiago Lopes e Lenoir Ramos, que já disputam o circuito profissional, e Ivan Machado, que recentemente venceu a categoria 18 anos do Brasileirão.

Youzhny vai à semifinal antes da chuva em Amersfoort

O russo Mikhail Youzhny foi o primeiro tenista garantir vaga na semifinal do torneio de Amersfoort, na Holanda. O 13º do mundo e cabeça 2 do evento disputado em quadras de saibro, voltou a jogar bem e passou sem grandes dificuldades pelo compatriota Evgeny Korolev por 6/4 e 6/4, em 1h31.

Youzhny avançou e ainda deu sorte, já que a chuva começou com força cerca de uma hora após sua partida. No momento da interrupção da rodada, o espanhol Carlos Moyá enfrentava o austríaco Werner Eschauer e vencia por 7/6. Youzhny, por sua vez, aguarda a definição do duelo entre o também russo Igor Andreev e o belga Steve Darcis para conhecer seu rival.

O russo de 25 anos vem em ótima temporada e, se às vezes tropeça cedo, como na semana passada, em Gstaad, garante logo campanha consistente em um evento maior. Até agora, tem 38 vitórias e 14 derrotas, com título em Roterdã, vices em Dubai e Munique, semifinal em Zagreb, quartas em Marselha, Doha e Halle e oitavas em Roland Garros, Wimbledon e Roma. Apenas em cinco torneios não venceu mais que dois jogos.

Nadal ignora lesão e atropela Monaco rumo à semi

Nem a lesão, muito menos o adversário teoricamente perigoso foram capazes de parar o "rei do saibro" Rafael Nadal nas quartas-de-final do torneio de Stuttgart. Nesta sexta-feira, na partida contra o argentino Juan Monaco, o número 2 do mundo teve atuação consistente e garantiu novo triunfo por 2 a 0, desta vez com parciais de 6/1 e 6/3, em uma hora e 16 minutos.

Com o resultado, foi às semifinais na Alemanha para enfrentar o compatriota Feliciano Lopez, um de seus melhores amigos no circuito. Lopez continuou com a surpreendente campanha e eliminou ainda nesta sexta o sexto favorito Juan Carlos Ferrero com duros 6/4, 3/6 e 6/4, em 2h05. Ele, que tem preferência declarada pelo piso rápido, marcou 10 aces na vitória.

Além de decidir vaga na final, os dois desempatarão o confronto direto. Lopez venceu a primeira partida, em 2003, no carpete da Basiléia. Já Nadal deu o troco no saibro de Barcelona, no ano passado. Além da preferência pelo piso, eles têm ainda outro grande contraste: o número 84 do mundo realiza agora a melhor campanha da temporada, enquanto o vice-líder do ranking de entradas segue atrás do sexto título.

Nadal foi tricampeão de Roland Garros, Roma, Monte Carlo e Barcelona e ainda se deu bem nas quadras rápidas de Indian Wells. Em sua superfície favorita, alcançou ainda a 91ª vitória em 92 partidas desde 2005. Sua única derrota em três anos aconteceu em maio, diante de Roger Federer, na final do torneio de Hamburgo.

Atrás do bicampeonato em Stuttgart - foi campeão em 2005 - e de diminuir ainda mais a diferença no ranking para o número 1 do mundo, o tenista de 21 anos entrou em quadra nesta sexta-feira cercado de dúvidas em relação à contusão no joelho sentida pela primeira vez em Wimbledon e reagravada nesta quinta, na vitória sobre Philipp Kohlschreiber.

No entanto, não demonstrou sentir problemas e caminhou tranqüilo no confronto desde o início. No primeiro set, obteve quebras no segundo e quarto games para abrir 5/0. Já no segundo, pulou em 3/1 e não perdeu mais a ponta.

Sá e Melo embarcam para torneios nos Estados Unidos

Depois da histórica campanha em Wimbledon, quando chegaram às semifinais, os mineiros André Sá e Marcelo Melo embarcam para os Estados Unidos. Eles irão disputar duas competições em piso sintético: Indianápolis e Washington.

Na 14ª colocação na Corrida dos Campeões, os brasileiros vão atrás de importantes pontos para conseguir uma vaga na Masters Cup. Os campeões no primeiro compromisso levam 35. Quem ganhar o segundo, somará mais 40. A diferença para os tchecos Lukas Dlouhy e Pavel Vizner, que seriam os últimos classificados para o evento, é de 110.

Na semana seguinte, durante o Masters Series de Montreal, Sá retorna ao Brasil para disputar o challenger de Campos do Jordão.

Federer lidera inscritos para a disputa do US Open

O suíço Roger Federer já conhece os adversários que tentarão impedir que se torne o primeiro tenista da história a vencer o US Open em quatro anos consecutivos na Era Aberta. Os 101 atletas mais bem colocados no ranking da ATP desta semana têm vaga garantida para a disputa do último Grand Slam da temporada.

Além do número 1, outros três já venceram o evento: o norte-americano Andy Roddick (2003), o australiano Lleyton Hewitt (2001) e o russo Marat Safin (2000). Estes dois últimos contrataram novos técnicos esta semana na tentativa de retornar ao top 10.

Além destes 101 nomes, outros três se juntaram a lista. O alemão Nicolas Kiefer, o sueco Joachim Johansson e o local Justin Gimelstob também entrarão diretamente, pois utilizaram rankings protegidos. No último, todos sofreram com sérios problemas físicos e viram suas colocações despencarem.

Agora, resta a USTA, instituição responsável pelo regimento do tênis nos Estados Unidos, definir quem serão os oito agraciados com convites da organização. Outras 16 vagas serão definidas apenas após a disputa do qualifying.

O ranking de 20 de agosto será utilizado na definição dos cabeças-de-chave. O US Open começa dia 27 e termina em 9 de setembro. No ano passado, Federer precisou de quatro sets para derrotar Roddick na decisão.

Jenifer cai e Brasil não tem mais representantes em simples

Brasil não tem mais representantes na chave feminina de simples nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. A número 1 do país, Jenifer Widjaja, lutou, mas não conseguiu superar a argentina Betina Jozami e caiu por 6/2, 3/6 e 7/5. Agora, a torcida fica por Joana Cortez e Teliana Pereira nas duplas.

Depois de sair atrás, a brasileira lutou muito e teve o saque em 5/4 para fechar o jogo no terceiro set. A concentração sumiu, perdeu três games consecutivos e permitiu a virada da adversária. Assim, as portenhas fizeram 2 a 0 contra as brasileiras. Mais cedo, Jorgelina Cravera já havia eliminado a carioca Joana Cortez.

O equilíbrio entre elas no ranking foi demonstrado na quadra. A brasileira é a 208ª colocada na WTA, quatro posições na frente da portenha. Os dois confrontos anteriores também haviam acontecido em solo brasileiro. Ambos em Campos do Jordão. Em 2005, Jenifer levou a melhor, mas levou o troco no ano passado.

Acompanhe Nadal contra Monaco às 11h45

O número 2 do mundo entra em ação às 11h45 contra o argentino Juan Monaco, na quadra central, nesta sexta-feira.

Será o segundo duelo entre eles. No único até então, o "Rei do saibro" mostrou toda a sua força. Há dois, logo na primeira rodada do torneio de Bastad, o número 2 atropelou o sul-americano por duplo 6/1. Na ocasião, venceu 82% dos pontos com o primeiro serviço não cedeu break-points e conseguiu cinco quebras.

Porém, o espanhol chegará para o duelo longe da melhor forma física. Contra o alemão Philipp Kohlschreiber, nesta quinta-feira, precisou receber atendimento médico para um problema no joelho direito. A contusão começou em Wimbledon e retornou pela primeira vez no evento alemão. Nadal pensou em desistir, mas garantiu que continuará jogando.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A nova luta de Capriati: buscar sentido à sua vida


Há cerca de dois anos e oito meses, Jennifer Capriati não disputa uma partida profissional. Seu ultimo jogo foi em novembro de 2004, quando perdeu da russa Vera Zvonareva por 6/0 e 6/1 nas quartas-de-final em Filadélfia. A americana, hoje com 31 anos, passa por uma interminável provação, sofrendo com uma contusão no ombro que a impede até de bater uma bola em seu quintal. A ex-número 1 do mundo em outubro de 2001 já sofreu duas cirurgias, mas elas não resolveram o problema e logo terá de se submeter à terceira operação e a uma outra cirurgia em um dos pulsos, além de tentar achar uma solução para um problema degenerativo em suas costas", informa o site NYDaily.com em matéria publicada no domingo.

Sentindo-se abandonada pela sua ex-agência, a IMG, Capriati encara a sua própria fragilidade, ela que estava acostumada a usar toda a sua energia em quadra. "Só conhecia uma velocidade - 100 km por hora - e agora sinto-me presa neste lugar, sem poder me mexer."

Capriati concedeu entrevista na casa que alugou enquanto espera a conclusão de sua nova residência em Tampa. Sentada em um sofá, ela viu em sua TV de tela plana Venus Williams conquistar o quinto título em Wimbledon, uma experiência dura para a bicampeã do Aberto australiano (2001 e 2002) e campeã de Roland Garros em 2001. Incapaz de jogar, ela começou a questionar sua identidade. "Se não tenho tênis, quem sou? Apenas estava viva por causa do tênis. Tive de perguntar quem era Jennifer, o que fazer agora. Não podia viver desligada o resto da minha vida." Steven Capriati, irmão da jogadora e advogado em Tallahassee, Flórida, explica: "Para qualquer atleta que pára de fazer o que amava por 20, 25 anos, que vê isso ser retirado de repente, a passagem para a próxima etapa da vida pode ser bem dura."

A ex-menina prodígio do tênis americano surpreendeu ao chegar à final logo em sua estréia profissional no Virginia Slim da Flórida em março de 1990, quando perdeu o título para a argentina Gabriela Sabatini com placar apertado de 6/4 e 7/5. Contra qualquer expectativa, a garota de 14 anos fez uma excelente temporada, totalizando 42 vitórias contra somente 11 derrotas. Em seu terceiro torneio no ano, foi vice em Hilton Head (perdeu em dois sets de Martina Navratilova), foi quadrifinalista no Aberto da Itália (eliminada por Sabatini), foi semifinalista em Roland Garros (perdeu de Monica Seles), caiu nas oitavas de Wimbledon e do US Open diante de Steffi Graf, obteve o vice no Aberto de Porto Rico, alcançou as quartas no Aberto do Canadá e ganhou o Virginia Slim de Tóquio. Detalhe: começou 1990 sem estar ranqueada e terminou o ano como número 11 do mundo. Além dos três títulos de Grand Slam, foi medalha de ouro em simples nas Olimpíadas de Barcelona em 1992.

Aos 18 anos, rebelou-se contra os rigores do circuito profissional e o controle familiar e foi viver por conta própria. Oito meses depois de sua derrota na estréia do Aberto dos Estados Unidos, foi presa em um motel de Coral Gables, na Flórida, por porte de maconha. Naquela época, também estava à procura de sua identidade. "Quando alguém tão jovem possui tamanho talento e promessa e todo mundo se identifica com ela, isso pode causar um curto-circuito no processo natural de formação da identidade", explica o dr. Fred Wertz, responsável pelo departamento de psicologia da Fordham. Em 1996, com 20 anos, Capriati retornou ao tênis, foi ganhando confiança e em 2001 conquistou seus dois primeiros torneios de Grand Slam na Austrália e na França e foi apontada como a melhor esportista do ano.

Apesar do estupendo regresso, Capriati sofria de baixa estima, perguntava-se se as pessoas realmente gostavam dela. "Se estava no topo do meu jogo, vencendo Serena Williams, estava no topo do mundo, mas alguma coisa ainda estava faltando dentro de mim", conta. "O fator felicidade não estava presente. Ainda luto para descobrir o que é isso. Sempre fui muito crítica. Tenho dificuldade para gostar e me amar no dia-a-dia", confessa. "Não se trata só de mim batendo em uma bola de tênis. Trata-se do resto da minha vida. Como vou viver nesta Terra e acordar feliz com quem sou? Quero voltar ao tênis só para preencher aquele vazio de novo?"

Ela não se lembra de quando pensou em suicídio pela primeira vez. Só se recorda de estar perdida, cheia de dúvidas quanto ao seu propósito e valor, deprimida. "Às vezes, a gente chega num ponto em que não consegue parar o que está pensando. É como estar tomada por um demônio. Sente-se que não há como sair deste espaço em que se está, parece o fim do mundo. Quando se está tão exausto e cansado de se sentir desse jeito, você pensa 'Quero sair deste planeta já porque sinto-me infeliz por dentro. Não posso nem mesmo suportar minha própria pele e só quero fugir.'" Ela faz uma pausa no relato e continua. "Quanto mais se pensa nisso sem falar com alguém, mais ele te corrói por dentro. Ajuda conversar com pessoas que passaram por isso. Não se pode usar uma armadura todo o tempo." Capriati faz tratamento contra depressão, mas durante muito tempo se recusou a ter ajuda, temendo o que as pessoas iriam pensar dela. Apesar de afirmar que nunca tentou cometer suicídio, admite que a idéia vinha e ia, agora menos do que antes.

Capriati tem algumas mágoas contra a IMG, sua agência por quase 20 anos, e contra a USTA, a federação americana. "Basicamente foi como diz o ditado: Longe dos olhos, longe do coração. Havia expectativas mais interessantes naquele momento", comenta a respeito do abandono da IMG. Ela também lamenta não ter sido chamada para ajudar a USTA. Mas prefere não se fazer de vítima. "Não posso ficar sentada aqui e apontar o dedo, o que é importante é saber para onde vou daqui." Também não tem ressentimentos contra o pai, Stefano, apesar de achar que o fato de ter se tornado profissional muito cedo foi "um tiro pela culatra".

A ganhadora de 14 títulos de simples na carreira, às vezes pensa que não irá encontrar nada que se compare a ganhar Grand Slams ou o ouro olímpico. "Mas sei que não é verdade. Posso encontrar isso de novo, seja uma família, alguma coisa pela qual me sinta apaixonada. Agora, não tenho ninguém que diga o que fazer. Não tenho de responder a mais ninguém. Agora, é minha hora de brilhar." Jennifer espera encontrar algo que dê sentido à sua vida, de agora em diante, assim como aconteceu com Andrea Jaeger, ex-profissional que se tornou freira e se dedica a cuidar de crianças doentes, e Andre Agassi, que ajuda muitas crianças através de sua fundação. Ela admira os dois por seu trabalho.

"Sei que suicídio não é a resposta. (...) Ainda sou jovem, ainda tenho tempo para calcular as coisas. Tenho uma escolha. Vou deixar isto me derrotar, não querer nem estar aqui? Ou vou fazer alguma coisa para não sucumbir e talvez ajugar outras pessoas? Esta é a minha missão agora, encontrar felicidade e segurança no futuro."