sexta-feira, 20 de julho de 2007

Nadal ignora lesão e atropela Monaco rumo à semi

Nem a lesão, muito menos o adversário teoricamente perigoso foram capazes de parar o "rei do saibro" Rafael Nadal nas quartas-de-final do torneio de Stuttgart. Nesta sexta-feira, na partida contra o argentino Juan Monaco, o número 2 do mundo teve atuação consistente e garantiu novo triunfo por 2 a 0, desta vez com parciais de 6/1 e 6/3, em uma hora e 16 minutos.

Com o resultado, foi às semifinais na Alemanha para enfrentar o compatriota Feliciano Lopez, um de seus melhores amigos no circuito. Lopez continuou com a surpreendente campanha e eliminou ainda nesta sexta o sexto favorito Juan Carlos Ferrero com duros 6/4, 3/6 e 6/4, em 2h05. Ele, que tem preferência declarada pelo piso rápido, marcou 10 aces na vitória.

Além de decidir vaga na final, os dois desempatarão o confronto direto. Lopez venceu a primeira partida, em 2003, no carpete da Basiléia. Já Nadal deu o troco no saibro de Barcelona, no ano passado. Além da preferência pelo piso, eles têm ainda outro grande contraste: o número 84 do mundo realiza agora a melhor campanha da temporada, enquanto o vice-líder do ranking de entradas segue atrás do sexto título.

Nadal foi tricampeão de Roland Garros, Roma, Monte Carlo e Barcelona e ainda se deu bem nas quadras rápidas de Indian Wells. Em sua superfície favorita, alcançou ainda a 91ª vitória em 92 partidas desde 2005. Sua única derrota em três anos aconteceu em maio, diante de Roger Federer, na final do torneio de Hamburgo.

Atrás do bicampeonato em Stuttgart - foi campeão em 2005 - e de diminuir ainda mais a diferença no ranking para o número 1 do mundo, o tenista de 21 anos entrou em quadra nesta sexta-feira cercado de dúvidas em relação à contusão no joelho sentida pela primeira vez em Wimbledon e reagravada nesta quinta, na vitória sobre Philipp Kohlschreiber.

No entanto, não demonstrou sentir problemas e caminhou tranqüilo no confronto desde o início. No primeiro set, obteve quebras no segundo e quarto games para abrir 5/0. Já no segundo, pulou em 3/1 e não perdeu mais a ponta.

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