O Campeonato Brasileiro Juvenil deveria ser um evento de grande porte, com direito a um patrocinador de peso, a presença de todos os melhores do ranking, espaço para palestras e debates. Oportunidade para se colocar na mesa problemas e se discutir soluções, fazer o intercâmbio de informações e experiências neste vasto país de tantos contrastes. Mas não. Décadas a fio, o Brasileiro continua a ser quase uma obrigação para a Confederação, geralmente mais preocupada com o gigantismo e a receita de inscrição de seus quase mil participantes.
O que vemos acontecer agora em Brasília beira a total insensatez. O torneio de maior nível técnico da molecada é transformado num duelo de resistência física, onde se faz até quatro partidas por dia, algumas entrando pela madrugada, com pouco intervalo de descanso. Afinal, qual é a validade de um Brasileiro disputado desta forma?
Num momento tão delicado para o tênis, a entidade máxima ainda não entendeu que é hora de motivar e valorizar o sacrifício de tenistas, pais, técnicos e (poucos) patrocinadores. Ao contrário, dá as costas para aquelas centenas de sonhadores, que ainda são a razão deste mercado, mais interessada pelos seis privilegiados que vão jogar o Pan do Rio.
E, píor, não pode usar o Pan como desculpa para tamanha bagunça. Se houve imprevisto na mudança do calendário do torneio, antecipado em uma semana, isso foi há dois meses. Tempo de sobra para reorganizar o Brasileiro e, num último caso, cancelar a Copa das Federações, dando-se prioridade às chaves de simples e duplas. Ninguém parece se preocupar quanto custa para cada família a viagem de seu garoto para Brasília.
A CBT decidiu assumir o Banana Bowl e o resultado foi uma desastrosa promoção em 2005 e 2006 e o rebaixamento de nível. Depois, veio aquela vergonha internacional do confronto Brasil x Suécia pela Copa Davis, onde só não tomamos um W.O. e uma severa multa por bondade dos adversários e árbitros. Agora, essa balbúrdia em cima do tão importante Brasileiro, onde o hotel oficial, que é a Academia de Brasília, obviamente não comporta o tamanho do evento e obriga mais da metade dos participantes a ir para locais muito mais distantes.
Está evidente que a Confederação não tem capacidade de organizar com a decência esperada o seu próprio calendário. Será que não dá para levar o tênis um pouco mais a sério?
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Feijão luta muito, mas perde nas quartas de Bogotá
Chegou ao fim a boa campanha de João Souza, o Feijão, no challenger de Bogotá. Depois de entrar na chave principal como lucky loser e derrubar o segundo cabeça-de-chave, o brasileiro lutou, mas não conseguiu superar o favoritismo do colombiano Carlos Salamanca, sexto favorito, por 7/6, 5/7 e 6/2.
Foi a melhor campanha de Feijão em torneios de médio porte na atual temporada. Até então, havia disputado apenas um, em Florianópolis, quando perdeu na estréia para o paulista Júlio Silva. Já nos futures, teve mais sucesso. Conquistou o título em Brasília, o primeiro como profissional, e parou na semi de Caldas Novas.
Foi a melhor campanha de Feijão em torneios de médio porte na atual temporada. Até então, havia disputado apenas um, em Florianópolis, quando perdeu na estréia para o paulista Júlio Silva. Já nos futures, teve mais sucesso. Conquistou o título em Brasília, o primeiro como profissional, e parou na semi de Caldas Novas.
Safin contrata ex-treinador de Guga
O argentino Hernan Gumy, ex-treinador de Gustavo Kuerten, será o responsável pela difícil missão de domar o temperamento do russo Marat Safin. A pareceria será testada a partir da próxima segunda-feira, quando o ex-número 1 do mundo compete no torneio de Los Angeles.
O 22º colocado no ranking de entradas tem apenas 26 anos, mas já começa a mostrar falta de entusiasmo com a profissão. Depois da derrota em Roland Garros, disse que só para ficar tendo uma carreira mediana e sem sucesso nos Grand Slams que preferia se aposentar a terminar sua carreira de forma deprimente.
Em 2007, é apenas o 40º na Corrida dos Campeões, mas está determinado a salvar a temporada. Por sentir que o amigo Alexander Volkov, que possuía o cargo até então, não conseguia dedicar-se mais ao compromisso, o russo decidiu mudar e contratar o argentino.
Gumy, em compensação, terá o primeiro emprego "real" em um bom tempo. Quando treinou Guga, o catarinense disputou apenas uma partida oficial. Depois foi trabalhar com o compatriota Guillermo Coria. Com ele, a situação ainda foi pior. Nenhuma partida realizada pelo circuito.
"Senti que a temporada de quadras sintéticas deste ano é essencial para a minha carreira e estou disposto a fazer algo significativo. Depois de Wimbledon, me senti encorajado a tentar is mais longe. Ali, percebi que precisava de algo novo no meu jogo para voltar ao top 10", disse Safin.
"Preciso melhorar meu preparo físico. Por isso contratei Miguel Maseo. E com o novo treinador, sinto que posso acrescentar algo ao meu estilo. Estou ansioso para trabalhar com Hernan e usar sua experiência. É hora de um novo começo. Tenho condições de melhorar e farei o meu melhor", finalizou.
O 22º colocado no ranking de entradas tem apenas 26 anos, mas já começa a mostrar falta de entusiasmo com a profissão. Depois da derrota em Roland Garros, disse que só para ficar tendo uma carreira mediana e sem sucesso nos Grand Slams que preferia se aposentar a terminar sua carreira de forma deprimente.
Em 2007, é apenas o 40º na Corrida dos Campeões, mas está determinado a salvar a temporada. Por sentir que o amigo Alexander Volkov, que possuía o cargo até então, não conseguia dedicar-se mais ao compromisso, o russo decidiu mudar e contratar o argentino.
Gumy, em compensação, terá o primeiro emprego "real" em um bom tempo. Quando treinou Guga, o catarinense disputou apenas uma partida oficial. Depois foi trabalhar com o compatriota Guillermo Coria. Com ele, a situação ainda foi pior. Nenhuma partida realizada pelo circuito.
"Senti que a temporada de quadras sintéticas deste ano é essencial para a minha carreira e estou disposto a fazer algo significativo. Depois de Wimbledon, me senti encorajado a tentar is mais longe. Ali, percebi que precisava de algo novo no meu jogo para voltar ao top 10", disse Safin.
"Preciso melhorar meu preparo físico. Por isso contratei Miguel Maseo. E com o novo treinador, sinto que posso acrescentar algo ao meu estilo. Estou ansioso para trabalhar com Hernan e usar sua experiência. É hora de um novo começo. Tenho condições de melhorar e farei o meu melhor", finalizou.
Bellucci passa por argentino e enfrenta algoz de Hocevar
Pela primeira vez na carreira o paulista Thomaz Bellucci está na semifinal de um challenger. Derrotou o qualifier argentino Diego Veronelli por 6/4 e desistência do rival. Para chegar à final, terá que superar outro "hermano". Juan Pablo Villar, algoz de Ricardo Hocevar, por duplo 6/4.
Será o terceiro confronto entre eles e o primeiro em campo neutro. Os dois primeiros aconteceram em futures. Curiosamente, quem tinha a vantagem de jogar em casa sempre foi derrotado. Em meados de junho, em Villa de Dique, o brasileiro aplicou 6/4, 3/6 e 6/2. Em Guarulhos, no fim de 2006, o argentino levou a melhor na decisão do torneio: 6/2 e 6/4.
Pela campanha na Colômbia, Bellucci irá somar 21 pontos. 22 por ter ficado entre os quatro finalistas menos 1 do 18º resultado no ranking. Com isso, deixará a 443ª posição no ranking da ATP, a melhor de sua carreira, e irá ficar perto do número 370.
O canhoto de 19 anos se adapta bem à altitude. Bogotá está a 2640 metros acima do nível do mar. No ano passado, ele furou o qualifying do challenger de Campos do Jordão, 1700m, derrotou o mineiro Marcelo Melo na chave principal e quase superou o eslovaco Ivo Klec, 199º colocado no ranking da ATP.
Será o terceiro confronto entre eles e o primeiro em campo neutro. Os dois primeiros aconteceram em futures. Curiosamente, quem tinha a vantagem de jogar em casa sempre foi derrotado. Em meados de junho, em Villa de Dique, o brasileiro aplicou 6/4, 3/6 e 6/2. Em Guarulhos, no fim de 2006, o argentino levou a melhor na decisão do torneio: 6/2 e 6/4.
Pela campanha na Colômbia, Bellucci irá somar 21 pontos. 22 por ter ficado entre os quatro finalistas menos 1 do 18º resultado no ranking. Com isso, deixará a 443ª posição no ranking da ATP, a melhor de sua carreira, e irá ficar perto do número 370.
O canhoto de 19 anos se adapta bem à altitude. Bogotá está a 2640 metros acima do nível do mar. No ano passado, ele furou o qualifying do challenger de Campos do Jordão, 1700m, derrotou o mineiro Marcelo Melo na chave principal e quase superou o eslovaco Ivo Klec, 199º colocado no ranking da ATP.
Garotos jogam de madrugada e pais ficam indignados
Se Brasília já é o centro de muitas discussões políticas, agora virou palco de confusões de porte menor, mas que envolvem diretamente o futuro do esporte brasileiro. No Campeonato Brasileiro Infanto-juvenil, maior competição do calendário nacional, além de brigas dentro de quadra, o que se vê são constantes reclamações e acusações fora dela por parte dos pais que vêem seus filhos em quadra até 2h da manhã por causa de problemas na organização.
O principal problema é que o torneio acontece ao mesmo tempo da Copa das Federações , ao contrário de anos anteriores, quando eram realizados em semanas alternadas. Para piorar, agora em 2007 a Confedeção Brasileira de Tênis manteve a quinta etapa do Circuito Unimed, que aconteceu em Uberlândia até o último domingo, e ainda foi obrigada a apertar as datas por causa dos Jogos Pan-americanos.
Assim, no Infanto-juvenil, os primeiros colocados de cada estado precisam disputar a chave de simples e duplas, além de correrrem para as partidas da Copa das Federações. Com isso, crianças de 11 e 12 anos chegam a disputar quatro jogos em um mesmo dia, muitas vezes sob forte sol, com o tradicional clima seco de Brasília e em quadras sintéticas, que geram maior impacto em suas ainda frágeis articulações.
Foi o caso de dois cariocas. Yuri Andrade, por exemplo, começou seu jogo na última quarta-feira às 22h e saiu às 0h40. Perdeu, mas se tivesse vencido, teria de estar em quadras às 10h no dia seguinte. Mais complicada foi a situação de Gabriel Cleto, que começou o terceiro set do seu compromisso quando Andrade deixava a quadra. Ficou até 1h30, e não agüentou as dores nas costas, abandonando o torneio.
De acordo com Paulo Costa, pai de um atleta na categoria 14 anos, a CBT não enviou representantes para o Brasileirão. Opinião corroborada pelo pai de Yuri, Jorge. E ambos exigem respostas para os problemas, mas evitam colocar a culpa em Paulo Fuchs, árbitro geral. Para eles, Fuchs tem feito o "impossível". "Ele tentou de tudo e é inocente nesta história. Tivemos uma reunião com os pais e tentamos trazer algum diretor da CBT, mas ninguém apareceu para dar satisfações", disse Andrade.
A CBT, através da assessoria de imprensa, admite que o calendário ficou apertado e que a decisão tomada neste ano falhou. E adianta que para 2008 a situação será regularizada, com a Copa das Federações acontecendo antes do Brasileirão.
A entidade confirma ainda que o problema aconteceu pela inclusão do Pan no calendário. Como a organização do evento resolveu começar a chave feminina no dia 18 de julho, obrigou os árbitros que estão agora em Brasília a irem para a capital fluminense na próxima semana.
No primeiro dia de Brasileirão foram realizados 172 jogos. A assessoria de imprensa garante que foi feita uma reunião com os representantes dos estados sobre a situação, na qual foi exposta a possibilidade de os tenistas jogarem quatro vezes por dia. Na ocasião, ouviu o "ok" dos presentes.
E também assegura que estes horários sempre aconteceram no torneio. Por outro lado, Yuri, que disputa competições federadas desde os 7 anos, garante que nunca havia passado por situação semelhante. De acordo com seu pai, os dias em Brasília prometiam serem bonitos, mas o que se viu foi uma "desorganização total".
"Estão todos muito nervosos aqui. Pais e tenistas. Cancelaram as duplas e tinha gente aqui que perdeu na primeira rodada que estava esperando para jogar. Aí foram embora. Depois chamaram de novo". Em relação a este problema específico, a CBT se defendeu ao dizer que arrumou outra academia para sediar a modalidade e que a programação já havia voltado ao normal nesta sexta-feira.
O principal problema é que o torneio acontece ao mesmo tempo da Copa das Federações , ao contrário de anos anteriores, quando eram realizados em semanas alternadas. Para piorar, agora em 2007 a Confedeção Brasileira de Tênis manteve a quinta etapa do Circuito Unimed, que aconteceu em Uberlândia até o último domingo, e ainda foi obrigada a apertar as datas por causa dos Jogos Pan-americanos.
Assim, no Infanto-juvenil, os primeiros colocados de cada estado precisam disputar a chave de simples e duplas, além de correrrem para as partidas da Copa das Federações. Com isso, crianças de 11 e 12 anos chegam a disputar quatro jogos em um mesmo dia, muitas vezes sob forte sol, com o tradicional clima seco de Brasília e em quadras sintéticas, que geram maior impacto em suas ainda frágeis articulações.
Foi o caso de dois cariocas. Yuri Andrade, por exemplo, começou seu jogo na última quarta-feira às 22h e saiu às 0h40. Perdeu, mas se tivesse vencido, teria de estar em quadras às 10h no dia seguinte. Mais complicada foi a situação de Gabriel Cleto, que começou o terceiro set do seu compromisso quando Andrade deixava a quadra. Ficou até 1h30, e não agüentou as dores nas costas, abandonando o torneio.
De acordo com Paulo Costa, pai de um atleta na categoria 14 anos, a CBT não enviou representantes para o Brasileirão. Opinião corroborada pelo pai de Yuri, Jorge. E ambos exigem respostas para os problemas, mas evitam colocar a culpa em Paulo Fuchs, árbitro geral. Para eles, Fuchs tem feito o "impossível". "Ele tentou de tudo e é inocente nesta história. Tivemos uma reunião com os pais e tentamos trazer algum diretor da CBT, mas ninguém apareceu para dar satisfações", disse Andrade.
A CBT, através da assessoria de imprensa, admite que o calendário ficou apertado e que a decisão tomada neste ano falhou. E adianta que para 2008 a situação será regularizada, com a Copa das Federações acontecendo antes do Brasileirão.
A entidade confirma ainda que o problema aconteceu pela inclusão do Pan no calendário. Como a organização do evento resolveu começar a chave feminina no dia 18 de julho, obrigou os árbitros que estão agora em Brasília a irem para a capital fluminense na próxima semana.
No primeiro dia de Brasileirão foram realizados 172 jogos. A assessoria de imprensa garante que foi feita uma reunião com os representantes dos estados sobre a situação, na qual foi exposta a possibilidade de os tenistas jogarem quatro vezes por dia. Na ocasião, ouviu o "ok" dos presentes.
E também assegura que estes horários sempre aconteceram no torneio. Por outro lado, Yuri, que disputa competições federadas desde os 7 anos, garante que nunca havia passado por situação semelhante. De acordo com seu pai, os dias em Brasília prometiam serem bonitos, mas o que se viu foi uma "desorganização total".
"Estão todos muito nervosos aqui. Pais e tenistas. Cancelaram as duplas e tinha gente aqui que perdeu na primeira rodada que estava esperando para jogar. Aí foram embora. Depois chamaram de novo". Em relação a este problema específico, a CBT se defendeu ao dizer que arrumou outra academia para sediar a modalidade e que a programação já havia voltado ao normal nesta sexta-feira.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
QUADRO DE MEDALHAS EM PAN - TÊNIS BRASILEIRO
Quadro de medalhas
O tênis brasileiro já conquistou 31 medalhas, sendo 13 de ouro, seis de prata e 12 de bronze.
Argentina (1951)
Helena Stark/Silvia Villari (duplas)
Cidade do México (1955)
Ingrid Metzner
Maria Esther Bueno/Ingrid Metzner (duplas)
São Paulo (1963)
Ronald Barnes
Maria Esther Bueno
Carlos Fernandes/Ronald Barnes (duplas)
Maria Esther Bueno/Maureen Shwartz (duplas)
Thomaz Koch/Maria Esther Bueno (duplas)
Thomaz Koch/Iarte Adam (duplas)
Winnipeg (1967)
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edison Mandarinho (duplas)
Cidade do México (1975)
Patrícia Medrado
Christina Andrade/Vanda Ferraz (duplas)
João Soares/José C. Schmidt (duplas)
Indianápolis (1987)
Gisele Miro
Fernando Roese
Gisele Miró/Fernando Roese (duplas)
Havana (1991)
Equipe: Marcelo Saliola/William Kyriakos Junior/Nelson Roesch Aerts
Equipe: Andrea Chadad G. Vieira/Claudia Chabalgoti
Claudia Chabalgoti/Andrea Chadad G. Vieira (duplas)
Claudia Chabalgoti/William Kiriakos Jr. (duplas mistas)
Marcelo Saliola
Claudia Chabalgoti
Winnipeg (1999)
Paulo Taicher/André Sá
Vanessa Menga/Joana Cortez (duplas)
Paulo Taicher
Santo Domingo (2003)
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez (duplas)
O tênis brasileiro já conquistou 31 medalhas, sendo 13 de ouro, seis de prata e 12 de bronze.
Argentina (1951)
Helena Stark/Silvia Villari (duplas)
Cidade do México (1955)
Ingrid Metzner
Maria Esther Bueno/Ingrid Metzner (duplas)
São Paulo (1963)
Ronald Barnes
Maria Esther Bueno
Carlos Fernandes/Ronald Barnes (duplas)
Maria Esther Bueno/Maureen Shwartz (duplas)
Thomaz Koch/Maria Esther Bueno (duplas)
Thomaz Koch/Iarte Adam (duplas)
Winnipeg (1967)
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edison Mandarinho (duplas)
Cidade do México (1975)
Patrícia Medrado
Christina Andrade/Vanda Ferraz (duplas)
João Soares/José C. Schmidt (duplas)
Indianápolis (1987)
Gisele Miro
Fernando Roese
Gisele Miró/Fernando Roese (duplas)
Havana (1991)
Equipe: Marcelo Saliola/William Kyriakos Junior/Nelson Roesch Aerts
Equipe: Andrea Chadad G. Vieira/Claudia Chabalgoti
Claudia Chabalgoti/Andrea Chadad G. Vieira (duplas)
Claudia Chabalgoti/William Kiriakos Jr. (duplas mistas)
Marcelo Saliola
Claudia Chabalgoti
Winnipeg (1999)
Paulo Taicher/André Sá
Vanessa Menga/Joana Cortez (duplas)
Paulo Taicher
Santo Domingo (2003)
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez (duplas)
Os 10 melhores brasileiros somaram apenas 88 vitórias
Enquanto o espanhol Rafael Nadal ganhou sozinho 51 partidas em 2007, todos os 10 principais brasileiros do ranking, somados, tiveram 88 triunfos numa dos mais fracas temporadas vividas pelo tênis masculino em todos os tempos. Desse total, apenas oito são de nível ATP e 10 ainda por cima vieram em futures.
Entre os treinadores da velha guarda, que têm pelo menos 20 anos de estrada, não resta dúvida de que esta é a pior geração da Era Profissional. Nem tanto por falta de empenho, já que a maioria do pessoal trabalha com determinação. Falta mesmo é talento e aproveitar as poucas oportunidades que aparecem.
Flávio Saretta é, de longe, o destaque brasileiro deste primeiro semestre, ainda que venha tropeçando seguidamente desde março. Ele soma 200 pontos nos torneios de 2007, com 13 vitórias. Entre as campanhas mais importantes, estão a semi da Costa do Sauípe e a final no challenger de Bogotá, que correspondem a 138 pontos.
Depois, vem o gaúcho Marcos Daniel, que é o líder em número de vitórias (17). Ele já somou 171 pontos e tem a seu favor o fato de ter perdido apenas duas vezes em primeira rodada entre 11 torneios jogados. Infelizmente, essas duas foram justamente Roland Garros e Sauípe, os mais importantes.
A boa surpresa fica por conta de Julinho Silva. Ele ganhou 16 partidas, todas em nível challenger, mas 14 delas fora do Brasil. Com isso, totaliza 136 pontos na temporada.
A decepção obviamente está por conta de Thiago Alves, que ainda se mantém como número 2 do país no ranking da ATP. Depois de bater Carlos Moyá no Sauípe e dar mostras de recuperação, ele desapareceu. Ganhou apenas quatro jogos em 2007 e soma 39 pontos, ou seja, apenas a nona melhor campanha, atrás de Caio Zampieri e André Ghem.
Confira as 10 melhores campanhas brasileiros na fraca temporada:
Saretta - 200 pontos e 13 vitórias
Daniel - 171 pontos e 17 vitórias
Julinho - 136 pontos e 16 vitórias
Rogerinho - 102 pontos e 12 vitórias
Mello - 74 pontos e 8 vitórias
Zampieri - 52 pontos e 13 vitórias (10 em future)
Ghem - 52 pontos e 7 vitórias
Sa - 44 pontos e 5 vitórias
Thiago - 39 pontos e 4 vitórias
Ferreiro - 32 pontos e 5 vitórias
Entre os treinadores da velha guarda, que têm pelo menos 20 anos de estrada, não resta dúvida de que esta é a pior geração da Era Profissional. Nem tanto por falta de empenho, já que a maioria do pessoal trabalha com determinação. Falta mesmo é talento e aproveitar as poucas oportunidades que aparecem.
Flávio Saretta é, de longe, o destaque brasileiro deste primeiro semestre, ainda que venha tropeçando seguidamente desde março. Ele soma 200 pontos nos torneios de 2007, com 13 vitórias. Entre as campanhas mais importantes, estão a semi da Costa do Sauípe e a final no challenger de Bogotá, que correspondem a 138 pontos.
Depois, vem o gaúcho Marcos Daniel, que é o líder em número de vitórias (17). Ele já somou 171 pontos e tem a seu favor o fato de ter perdido apenas duas vezes em primeira rodada entre 11 torneios jogados. Infelizmente, essas duas foram justamente Roland Garros e Sauípe, os mais importantes.
A boa surpresa fica por conta de Julinho Silva. Ele ganhou 16 partidas, todas em nível challenger, mas 14 delas fora do Brasil. Com isso, totaliza 136 pontos na temporada.
A decepção obviamente está por conta de Thiago Alves, que ainda se mantém como número 2 do país no ranking da ATP. Depois de bater Carlos Moyá no Sauípe e dar mostras de recuperação, ele desapareceu. Ganhou apenas quatro jogos em 2007 e soma 39 pontos, ou seja, apenas a nona melhor campanha, atrás de Caio Zampieri e André Ghem.
Confira as 10 melhores campanhas brasileiros na fraca temporada:
Saretta - 200 pontos e 13 vitórias
Daniel - 171 pontos e 17 vitórias
Julinho - 136 pontos e 16 vitórias
Rogerinho - 102 pontos e 12 vitórias
Mello - 74 pontos e 8 vitórias
Zampieri - 52 pontos e 13 vitórias (10 em future)
Ghem - 52 pontos e 7 vitórias
Sa - 44 pontos e 5 vitórias
Thiago - 39 pontos e 4 vitórias
Ferreiro - 32 pontos e 5 vitórias
De "férias", Nadal confirma presença em Stuttgart
Os fãs do espanhol Rafael Nadal terão a honra de vê-lo em ação pela última vez no saibro em 2007 a partir da próxima segunda-feira, no torneio de Stuttgart. Enquanto curte a pequena folga em casa após o vice-campeonato em Wimbledon, o número 2 do mundo confirmou presença no evento e vai atrás de seu sexto título no ano, o quinto no piso favorito.
Nadal segue em Mallorca descansando e admitiu ter esquecido por uns instantes de sua raquete. Depois de rever amigos, pescar e curtir a boa vida na ensolarada Palma da Mallorca, ele viaja na segunda-feira para a Alemanha e já deve ter compromisso nas duplas ao lado do amigo Bartolome Salva Vidal.
O espanhol voltou a comentar sobre sua participação na grama inglesa e admitiu estar satisfeito com o nível apresentado em 2007. "Já tinha dito e volto a garantir: estou jogando melhor que no ano passado, sou certamente um melhor tenista que antes. Sou jovem e tenho crescido bastante a cada temporada e não quero parar por aí", contou.
Depois de duas participações na grama, o tricampeão de Roland Garros volta ao piso lento, mas sabe que nem precisa se esforçar tanto para recuperar o ritmo e ressalta a importância da folga neste momento. "É um torneio grande, mas acho que a melhor preparação agora é o descanso, para recuperar a força. Depois de Stuttgart tenho mais uma semana e meia para pensar em Montreal, Cincinnati e no US Open".
É exatamente esta fase da temporada que pode pesar a seu favor na briga direta com Roger Federer pela liderança do ranking. Apesar de ainda estar bem atrás, defende bem menos pontos que o rival - que foi campeão no Canadá e do Grand Slam norte-americano - e vem embalado pelo título em Indian Wells, mesma superfície desta série.
Nadal segue em Mallorca descansando e admitiu ter esquecido por uns instantes de sua raquete. Depois de rever amigos, pescar e curtir a boa vida na ensolarada Palma da Mallorca, ele viaja na segunda-feira para a Alemanha e já deve ter compromisso nas duplas ao lado do amigo Bartolome Salva Vidal.
O espanhol voltou a comentar sobre sua participação na grama inglesa e admitiu estar satisfeito com o nível apresentado em 2007. "Já tinha dito e volto a garantir: estou jogando melhor que no ano passado, sou certamente um melhor tenista que antes. Sou jovem e tenho crescido bastante a cada temporada e não quero parar por aí", contou.
Depois de duas participações na grama, o tricampeão de Roland Garros volta ao piso lento, mas sabe que nem precisa se esforçar tanto para recuperar o ritmo e ressalta a importância da folga neste momento. "É um torneio grande, mas acho que a melhor preparação agora é o descanso, para recuperar a força. Depois de Stuttgart tenho mais uma semana e meia para pensar em Montreal, Cincinnati e no US Open".
É exatamente esta fase da temporada que pode pesar a seu favor na briga direta com Roger Federer pela liderança do ranking. Apesar de ainda estar bem atrás, defende bem menos pontos que o rival - que foi campeão no Canadá e do Grand Slam norte-americano - e vem embalado pelo título em Indian Wells, mesma superfície desta série.
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